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Sistema Penal

Familiares acampam em frente a presídio onde detentos fazem greve de fome

Agência Penitenciária diz que internos exigiam regalias como TV nas celas; parentes negam

Familiares de detentos e advogados na frente da penitenciária nesta quinta-feira (Foto: Divulgação)

Familiares de internos da Penitenciária de Regime Fechado da Gameleira em Campo Grande (MS) estão acampados na frente do estabelecimento penal, onde detentos deflagraram uma greve de fome. Eles prometem fazer uma vigília no local na noite desta quinta-feira, 18 de Fevereiro.

Um grupo de presidiários deu início ao movimento no sábado passado, 13 de Fevereiro. Segundo os familiares, eles pedem comida digna, colchões e atendimento em saúde.

Porém, a Agência Estadual de Administração do Sistema Penitenciário (Agepen) afirma que os internos exigem regalias e que o movimento já foi praticamente todo debelado.

A irmã de um presidiário disse ao Diário Digital que cerca de 40 pessoas, todas familiares de internos, estão em frente à penitenciária nesta quinta-feira.

Ela conta que o movimento grevista continua firme e que alguns presos estariam passando mal e cobrando assistência médica. Ainda segundo a mulher, quatro advogados entraram no estabelecimento no fim da tarde de hoje para verificar a situação.

Em nota, a Agepen afirma que os detentos são regularmente atendidos. Conforme a agência, o grupo de internos que comanda o movimento queria autorização para privilégios, o que foi negado.

“Desde o último sábado um grupo formado por lideranças passou a recusar as refeições oferecidas, exigindo que sejam autorizadas algumas regalias na penitenciária, entre elas televisores nas celas”, informa a agência em nota encaminhada à imprensa.

Familiares de detentos contam outra versão. Eles dizem que os alimentos estariam chegando estragados aos presidiários e também reclamam das condições da penitenciária.

Segundo relatos, alguns internos estariam dormindo no chão por falta de colchões. Além disso, eles reclamam de não poderem visitar os presos presencialmente e nem entregar alimentos e objetos pessoais para eles.

A Agepen nega as acusações e assegura que garante condições dignas aos detentos. Conforme a agência, são entregues três refeições diárias e abastecimento de água regular, além de atendimentos de saúde e psicossocial.

De acordo com a agência, os presos têm possibilidade de contato com os familiares por meio da visita virtual, enquanto as visitas presenciais estão suspensas, bem como recebimento de pertences.

O presídio, de acordo com a Agepen, passa por correições regulares feitas em conjunto com Ministério Público e o Poder Judiciário, nas quais são recebidas demandas dos internos.

“Todas as solicitações encaminhadas à Agepen são analisadas com base na rotina de disciplina estabelecida para a unidade prisional, sempre resguardando o princípio da dignidade humana”, diz a agência.

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