Polícia
Trio é condenado a prisão pela morte de adolescentes por engano
Detento planejou crime e, na tentativa de matar alvo, dois adolescentes morreram e um jovem ficou ferido
Sexta-feira, 07 Novembro de 2025 - 17:00 | Issel Chaia

Três homens, envolvidos na execução em 03 de maio de 2024, de dois adolescentes de 13 anos e de provocar ferimentos em jovem, foram condenados, nesta quinta-feira (06), pelo Tribunal do Júri, em Campo Grande. O crime foi executado em via pública e motivada por disputa ligada ao tráfico de entorpecentes.
As condenações do Conselho de Sentença determinaram que Nicollas Inácio Souza da Silva cumprirá 43 anos e 20 dias de prisão, Kleverton Bibiano Apolinário da Silva a 14 anos de reclusão e Rafael Mendes de Souza a 11 anos de reclusão e 1 ano de detenção. As penas somadas ultrapassam 69 anos.
Todos cumprem pena em regime fechado. O quarto réu foi absolvido pelos jurados e o quinto acusado, o atirador, teve o processo desmembrado, pela falta do advogado por problemas de saúde.
Relembre o caso - O alvo do ataque, conforme denúncia apresentada pela Promotora Luciana Rabelo do Amaral, possuía desavenças com integrantes do grupo criminoso sob liderança do mandante da execução.
Um dos réus levou o alvo até o local do crime, durante a noite, em uma moto, de onde foram efetuados vários disparos de arma de fogo. Toda a ação, conforme apurado em reportagem do Diário Digital, durou cerca de 15 segundos.

A vítima, ao tentar escapar, correu em direção a um grupo de adolescentes que conversava na calçada. Mesmo com a presença de terceiros, os réus continuaram atirando, o que resultou na morte de dois adolescentes de 13 anos de idade, identificados como Silas Ortiz Grizakay e Aysla Carolina de Oliveira Neitzka.
Um dos réus confessou durante investigação que o grupo estava ciente do risco de atingir pessoas inocentes, todavia, seguiram com a ação.

O juiz apontou, na sentença, que os réus "agiram com frieza e desprezo pela vida humana" e que a execução aconteceu “em via pública e contra vítimas inocentes, o que abalou a tranquilidade social”.
A reincidência de um dos envolvidos e o envolvimento dos condenados "em contexto de grupo armado e previamente organizado" foi reconhecida pela decisão e confirma a gravidade dos fatos.
O MPMS reafirmou, ao fim do julgamento, da importância da responsabilização em crimes dolosos contra a vida, pelo impacto devastador às famílias e à comunidade.
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