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Pandemia

Com mais 10 mortes Capital segue em risco extremo para Covid-19

Das 376 pessoas que perderam a vida para a doença em MS, 129 moravam em Campo Grande

Capital tem quase 10 mil casos e 129 mortes (Foto: Marco Miatelo/ Arquivo Diário Digital)

O último boletim epidemiológico do mês mostra que nas últimas 24 horas mais 19 pessoas morreram com Covid-19 em Mato Grosso do Sul. Desde ontem foram confirmadas também mais 649 pessoas que testaram positivo para a doença no Estado. O número total de óbitos elevou para 376.

O ritmo de aumento no número de casos e de mortes é acelerado, principalmente em Campo Grande.  A Capital teve uma semana dramática desde o início da pandemia. Depois de meses com a doença, aparentemente, sob controle, a Capital está com 9.875 infectados e 129 mortes. Dourados soma 4.291 registros e Corumbá 1.262.

Segundo o boletim 490 pessoas estão hospitalizadas com Covid-19 sendo 280 em leitos clínicos e 210 em UTI, 18.490 estão curados e 5.585 estão em isolamento domiciliar. Dos novos casos 231 foram confirmados na Capital, 91 em Corumbá e 50 em Sidrolândia.

Das 19 mortes ocorridas desde ontem, 10 foram em Campo Grande. As vítimas são homens com idades de 81, 74, 69, 68, 58, 48 e de 47 anos e três mulheres de 72, 67 e 65 anos. Apenas um desses pacientes não tinha comorbidades.

Além da Capital faleceram também uma mulher, de 64 anos, sem comorbidades relatadas em Sidrolândia, e uma mulher, de 79, em Terenos. Corumbá registrou morte de uma idosa, de 79, e Aquidauana confirmou mortes de dois homens fora do grupo de risco, de 44 e 84 anos. Em Chapadão do Sul, um homem, 53, e Três Lagoas, homem, 56. Ambos tinham problemas no coração. Um homem, 61, em Dourados e uma mulher, 74, faleceram em Maracaju.

Durante a transmissão ao vivo do boletim, o titular da Secretaria de Estado de Governo, Eduardo Riedel, relatou que Campo Grande, Aquidauana e Miranda com grau extremo  de riscos relacionados à pandemia de Covid-19 e receberam a bandeira preta pelo programa Prosseguir. O relatório situacional foi divulgado nesta sexta-feira (31), durante a live.

Esta é a segunda edição do relatório situacional do Prosseguir, que divulga recomendações de restrição ou flexibilização quinzenais a cada um dos 79 municípios de MS, com base nos indicadores da Covid-19. Desta vez, 38 localidades mantiveram o mesmo grau de risco, 37 melhoraram e 4 pioraram.

Desta vez  o Prosseguir trouxe Campo Grande, Aquidauana e Miranda com bandeira preta, que representa o grau extremo de riscos e que tem recomendações de medidas mais restritivas, como lockdown.

No grau alto (bandeira vermelha), estão 35 municípios: Alcinópolis, Amambai, Anastácio, Angélica, Aral Moreira, Bandeirantes, Bela Vista, Bodoquena, Camapuã, Chapadão do sul, Corguinho, Corumbá, Costa Rica, Coxim, Dois Irmãos do Buriti, Eldorado, Iguatemi, Itaquiraí, Japorã, Jardim, Juti, Ladário, Maracaju, Naviraí, Nioaque, Nova Alvorada do Sul, Ponta Porã, Porto Murtinho, Rio NEgro, Rio Verde, São Gabriel do Oeste, Sete Quedas, Sidrolândia, Sonora e Terenos.

No grau intermediário (bandeira laranja), estão 38 municípios: Água Clara, Anaurilândia, Antônio João, Aparecida do Taboado, Bataguassu, Batayporã, Bonito, Brasilândia, Caarapó, Caracol, Cassilândia, Coronel Sapucaia, Deodápolis, Douradina, Dourados, Fátima do Sul, Figueirão, Guia Lopes da Laguna, Inocência, Itaporã, Ivinhema, Jateí, Laguna Carapã, Mundo Novo, Nova Andradina, Novo Horizonte do Sul, Paraíso das Águas, Paranhos, Pedro Gomes, Ribas do Rio Pardo, Rio Brilhante, Rochedo, Santa Rita do Pardo, Selvíria, Tacuru, Taquarussu, Três Lagoas e Vicentina.

E no grau tolerável (bandeira amarela) estão apenas duas localidades, Glória de Dourados e Inocência – é a primeira vez que municípios de MS entram nessa faixa de risco. Nenhum município foi classificado em bandeira verde (baixo risco).

Detalhado pela primeira vez no último dia 30 de junho, o Prosseguir cria bandeiras de referências (tabelas) que classificam os riscos de atividades comerciais – com base em indicadores da saúde – no contexto da pandemia. Na prática, tais tabelas servirão de referência para definir a flexibilização ou ‘arrocho’ nas medidas de isolamento social contra covid-19.