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Unidades de saúde recebem câmaras frias para armazenar vacinas

Novas câmaras frias irão suprir a necessidade de unidades que não possuem geladeiras ou que estão com equipamentos avariados ou obsoletos

(Foto: Divulgação)

A prefeitura de Campo Grande iniciou nesta terça-feira (01) a entrega de câmaras de baixa temperatura, desenvolvidas para prever controle preciso de temperatura ambiental e conservar vacinas, evitando assim perdas de doses e eventuais contratempos. Neste primeiro momento 15 equipamentos que já chegaram ao Almoxarifado Central da Secretaria Municipal de Saúde (Sesau), de um total de 60 adquiridos pelo município, serão entregues às unidades de saúde do Município.

Durante a manhã as entregas foram realizadas nas Unidades de Saúde da Família (USFs), Paradiso, Marabá e José Tavares, Zé Pereira ,Aero Itália e Serradinho. Serão contempladas ainda, conforme cronograma pré-estabelecido pela secretaria, as seguintes unidades: Vila Cox, Anhandui, Mario Covas,Paulo Coelho, Botafogo, Vila Carvalho, Maria Aparecida Pedrossian (Mape), Portal Caiobá, e Jardim Artartica.

O secretário municipal de Saúde, José Mauro Filho, explica que as novas câmaras frias irão suprir a necessidade de unidades que não possuem geladeiras ou que estão com equipamentos avariados ou obsoletos. Segundo ele, a manutenção das temperaturas exatas e uniformes no refrigerador é a peça chave para assegurar a vida útil de vacinas, reagentes e outros biológicos.

“Pequenas variações de temperatura que ocorrem frequentemente em geladeiras domésticas podem comprometer a eficácia dos biológicos, arriscando a perda de milhares de reais em conteúdo valioso. Por isso, a importância do investimento em um equipamento como este, que nos dá mais segurança e evita que tenhamos problemas”, explica.

Pesquisas reconhecidas mundialmente apontam números exorbitantes em perdas de vacinas anualmente por má refrigeração, e até 35% das vacinas são afetadas por armazenamento impróprio, em decorrência do uso de equipamentos inadequados.

O equipamento conta com termômetro digital com subdivisão de leituras das temperaturas máxima e mínima diretamente e simultaneamente no mesmo display, que são memorizadas mesmo com o desligamento da câmara e reinício manual, além de sistema eletrônico de travamento que evita alterações inadvertidamente na programação e de monitorização automático de rede, restabelecendo os parâmetros de programação caso ocorra uma variação brusca de energia elétrica.

“ Esse tipo de equipamento nos permite ainda saber quanto há uma oscilação de energia na rede e é munido de um sistema de manutenção de temperatura crítica em caso de falta de energia elétrica, garantindo por bloco de material criogênico, além de um sistema de emergência para autonomia de até 48h na falta de energia elétrica”, complementa o secretário.