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Campo Grande

Tenente-coronel que matou marido vai a júri nesta quarta-feira

Julgamento começou às 8h e o júri popular é formado por seis mulheres e um homem

(Foto: Luciano Muta)

A tenente-coronel Itamara Romeiro Nogueira de 44 anos, enfrenta o júri popular nesta quarta-feira (23), na 2ª Vara do Tribunal do Júri, em Campo Grande. O julgamento teve início por volta das oito da manhã.

O júri popular é formado por seis mulheres e um homem.

O advogado de acusação, Edson José da Silva foi insistente em afirmar que o crime foi premeditado e de não legítima defesa como foi apresentado pelo advogado da tenente-coronel.

Tenente- coronel fez vídeoconferência. (Foto: Luciano Muta)

A defesa da tenente-coronel, advogado José Roberto Rodrigues da Rosa disse que vai lutar pela absolvição da sua cliente. Segundo ele, ela matou por legítima defesa, já que no dia do crime, conforme o advogado, ela foi agredida. "O julgamento é um marco pra mostrar que as mulheres precisam reagir às agressões", ressaltou.

O caso - Em 12 de julho de 2016, a tenente-coronel Itamara Romeiro Nogueira, de 44 anos, atirou em seu marido, o major Valdeni Lopes Nogueira, de 45 anos após uma discussão dentro da residência onde moravam no Bairro Santo Antônio, na Capital. Ela disse ter sido agredida fisicamente e disparou contra o marido que iria pegar a arma para atirar nela.  O major foi atingido no tórax, encaminhado para a Santa Casa em estado gravíssimo e morreu.

Itamara foi presa logo após matar o marido. Porém, a Polícia Civil concluiu que ela agiu em legítima defesa e a Oficial aguardou o processo em liberdade.

Decisão da PM - Em novembro de 2019, por decisão do Conselho da Polícia Militar, a tenente-coronel Itamara teve que ser reformada administrativamente. Ela foi julgada pela Corregedoria por três crimes, mas condenada apenas por um deles. Perante o entendimento dos coronéis que julgaram o caso, ela foi penalizada por conduta inadequada e recebeu aposentadoria compulsória.

Na ocasião, a defesa da tenente-coronel disse que conduta dela na Polícia Militar foi decisiva para o resultado do julgamento, já que em 27 anos de serviço foi a primeira punição sofrida por Itamara.

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