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Corrida Digital é revolução no esporte

Corrida Digital proporcionou atividade física com distanciamento social (Foto: Marco Miatelo)

A Corrida Digital é um marco nas competições de corrida de rua já realizadas até hoje. Com um formato diferenciado e inédito, vai ser lembrada como um evento esportivo que se reinventou diante das adversidades do momento de cautela imposto pela pandemia do novo coronavírus.  E, além de demarcar um conceito inovador de competição no País, a Corrida Digital vai ser expandida com provas pelo interior de Mato Grosso do Sul sendo ainda um parâmetro para eventos de corrida em outros Estados brasileiros.

Idealizado pela Rede MS Integração de Rádio e Televisão, a Corrida Digital teve a adesão de atletas amadores e profissionais. “Todas as 300 vagas disponibilizadas receberam inscrições, não houve qualquer tipo de problema na execução, os resultados foram divulgados diariamente à meia-noite, o monitoramento foi certinho. Agora vamos levar esse sucesso para o interior e estamos confiantes que também para outros Estados”, afirma Ulysses Serra, diretor de marketing da Rede MS.

 E a maior prova do sucesso está na repercussão entre os competidores. O casal Paulo e Mari Donato correu neste domingo (7), último dia de prova. Com um histórico de 20 anos na corrida de rua pelo Brasil, pelo mundo e já tendo feito provas do circuito Rota das Estações, eles confessam que no início haviam optado por não disputar a Corrida Digital. “Fomos até o Parque dos Poderes e quando vimos toda aquela estrutura e organização fizemos a inscrição no mesmo dia”, ele afirma. “A palavra do momento é reinventar e isso que a Rede MS fez. A gente só tem a agradecer pela organização junto com todos os patrocinadores e a Fundesporte que tornaram possível. Todos se superaram, se reinventaram e nós participamos juntos”, reforça Paulo.

E quem acha que a largada individual iria tirar o brilho da prova, se enganou.  Esse foi um ponto da competição bastante exaltado.  “Mesmo sem ter todo mundo junto na largada, foi a mesma emoção, com contagem regressiva e tudo mais. E quando eu cheguei, teve medalha e aplausos” lembra a Patrícia Donida que tem no currículo dezenas de corridas e três maratonas além de ser embaixadora do circuito Rota das Estações.

Mesma opinião é compartilhada pelo casal Paulo e Mari. “Já participamos de provas ao redor do mundo com 5 mil, 10 mil e até 50 mil competidores e a sensação da largada foi a mesma na Corrida Digital. Algo inusitado, mega diferente e jamais imaginei viver uma prova só para mim”, ressaltam. “Além disso, tudo super organizado respeitando todas as regras de biossegurança”, pontua.

A Corrida Digital foi concebida para que o competidor pudesse correr o trajeto de 5 quilômetro no Parque dos Poderes durante sete dias podendo escolher o melhor horário, no período das 6h00 até 20h00. Antes da largada individual, o atleta passou por aferição de pressão arterial e temperatura por uma equipe da Qualisalva. Todo o trajeto foi transmitido por meio de live o resultado da performance dos competidores do dia sempre divulgado à meia-noite. No kit do atleta, além do tradicional chip, número de peito, camiseta e sacola, veio também a máscara e o álcool em gel. 

O gestor em agronegócio e digital influencer Agro, Araquem Midon, é um iniciante na corrida de rua. Começou com a prova de verão em fevereiro deste ano na Rota das Estações, tomou gosto pela atividade e participou da Corrida Digital. “Comecei a praticar, a gostar e fiquei na expectativa do lançamento desse novo formato de prova já que  todas as competições foram canceladas por causa da pandemia e não pude mais disputar”, relata. Outra aprovação veio de Cícero Pantaleão que percorreu os 5 quilômetros.“ Há mais de um ano eu pratico corrida,  o esporte tem contribuído muito para minha saúde. Já é segunda vez que participo da Rota das Estações e a sensação é maravilhosa”, afirma.

De acordo com o regulamento, as premiações são as seguintes: medalhas para todos os corredores, trofeus para ganhadores das categorias gerais, certificação digital para ganhadores das  categorias por idade e prêmio em dinheiro para os três primeiros das categorias gerais,  homens e mulheres. O primeiro lugar leva R$ 450,00, o segundo R$ 350,00 e terceiro R$ 250,00.

Para os competidores, o modelo de competição pode ter continuidade. “É tão emocionante quanto uma corrida convencional. E quando essa pandemia passar e tudo voltar ao normal seria muito interessante que o formato continuasse”, sugere a maratonista Patrícia Donida. Para o diretor de Marketing da Rede MS, “ a gente segue inovando, saindo na frente, mas nada disso seria possível sem o apoio dos parceiros e patrocinadores que acreditaram na ideia e trabalharam para que juntos tornássemos esse conceito uma realidade, salienta Ulysses Serra.

A Corrida Digital contou com o apoio da Fundesporte e Governo do Estado. O evento tem ainda com o patrocínio da MSGás, Comper, Hospital Proncor, RB Energia Solar, Rede IDLNet, Cassems e Pátio Central Shopping.  Para o diretor-presidente da Fundesporte, Marcelo Ferreira Miranda, a Corrida Digital traduz “ uma ideia fantástica, que muda paradigmas da corrida preservando a segurança das pessoas e, ao mesmo tempo, a adrenalina que faz parte dessa modalidade”.

E outro ponto importante da Corrida Digital foi o caráter solidário. Do total arrecadado com as inscrições, 20% serão doados para duas entidades assistenciais. A destinação ficou de livre escolha do competidor. Ao se inscrever, o participante optou por uma instituição:  Asilo São João Bosco ou Projeto Criança Feliz.

E nesse domingo encerram as disputas do Corrida Digital em Campo Grande. Sua originalidade e tom inovador estão no respeito às medidas de distanciamento, incentivo ao esporte e saúde, solidariedade e o apoio de parceiros de muita credibilidade.

 

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