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Violência

‘Tio’ que acorrentou menino em coleira de cachorro tem passagens por tráfico e violência doméstica

Agressor de 37 anos foi preso em flagrante pelos crimes de injúria, ameaça e maus-tratos

Agressor filmou menino acorrentado (Foto: Reprodução)

O homem de 37 anos que foi preso em flagrante após amarrar uma criança, de 2 anos, com uma coleira de cachorro já tinha passagens anteriores por tráfico de drogas e violência doméstica, segundo informações apuradas junto à Polícia Civil. O caso aconteceu em Chapadão do Sul, interior de Mato Grosso do Sul, a 321 quilômetros de Campo Grande.

O homem segue preso na delegacia da cidade no aguardo de decisão judicial sobre a continuidade de sua prisão. Ele foi preso nesta terça-feira, 20 de Outubro,  após a mãe do menino procurar a Polícia Civil para denunciar as agressões.

O agressor é marido da mãe da criança e, portanto, ‘avodrasto’ do menino. Na terça-feira, o padrasto e a jovem brigaram. O homem a teria ameaçado de morte usando um facão. A jovem acionou a Polícia Militar (PM). O homem fugiu do local.

Na delegacia, ela mostrou o vídeo que o homem tinha feito.  A imagem mostra o menino deitado em cima de um carrinho-de-mão, preso a uma coleira de cachorro, que está amarrada a uma corda. Segundo a mãe, o garoto permaneceu alguns minutos amarrado.

A voz masculina que aparece no vídeo ainda justifica o castigo. “O que eu faço com moleque arteiro ó? Põe na corda. Tá preso, preso. Aqui ó? É arteiro. “ “Vai ficar aí preso agora. Tchau. Vai ficar preso aí pra aprender. Fica enchendo o saco do tio. Tchau e obrigado. Fui.” O menino reclama “não”. Mas, o homem não atende. “Fui, tchau”.

O agressor foi preso em flagrante quando voltava para a casa. Ele foi enquadrado pelos crimes de injúria, vias de fato, ameaça contra a mulher  e maus-tratos contra o menino.

“A partir de agora está nas mãos do poder judiciário decidir sobre a manutenção da prisão. O inquérito será relatado e encaminhado para que haja o oferecimento da denúncia e, se possível, a condenação desse agressor”, mencionou o delegado responsável pelo caso Felipe Potter.