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Coronel Sapucaia

Polícia procura homem que fugiu enquanto esposa e enteada eram mortas

Mãe e filha, de 11 anos, foram executadas a tiros e filho, de 12 anos, ficou ferido

(Foto: Arquivo/DD)

A polícia acredita que o atentado contra uma família na aldeia Taquaperi, na madrugada de domingo (25), em Coronel Sapucaia, na fronteira com o Paraguai, esteja relacionado a vingança pela morte de um jovem de 17 anos, em junho deste ano.

A principal testemunha do crime e também vítima é o esposo da mulher e padrasto das crianças. Ele conseguiu escapar, mas até a tarde desta segunda-feira (26), não se apresentou na delegacia para prestar depoimento e colaborar com as investigações.

“Nós acreditamos que ele tenha fugido para o Paraguai por ser suspeito do homicídio de um adolescente de 17 anos, apesar de ser vítima neste caso”, informou o delegado Edgard Punsky, ao Diário Digital.

Inicialmente, a Polícia Civil investigava se as execuções teriam ocorrido por questões religiosas, depois que uma liderança da aldeia informou, em depoimento, acreditar que a família vítima praticava magia negra e foi acusada de ter sido responsável pela morte de um parente dos suspeitos.

Delegacia de Polícia Civil de Coronel Sapucaia investiga o caso (Foto: Arquivo/PCMS)

As apurações levaram a polícia a dois suspeitos. Um deles, seria o tio do adolescente morto em Coronel Sapucaia, em junho deste ano. “Testemunhas relataram que o padrasto ouviu o barulho dos atiradores e fugiu covardemente deixando a família para trás. Ele era o alvo, mas os autores chegaram atirando na casa”, disse o delegado.

Mãe e uma filha, de 11 anos, morreram após serem baleadas. Um outro filho, de 12 anos, ficou ferido e foi levado para o hospital. A família é Paraguai, assim como os suspeitos que estão sendo procurados.

“Localizamos dois suspeitos que foram ouvidos e liberados. Agora, estamos à procura de outros dois homens que, assim como a vítima, fugiram para o Paraguai”, segundo Punsky.

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