• Diretor de Redação Ulysses Serra Netto
  • MS Record
  • Rede Record
Vacinação

‘Maioria de hospitalizados não são vacinados’, diz Queiroga

Queiroga frisou que o país tem uma das maiores políticas de vacinação do mundo

Marcelo Queiroga- (Foto: Divulgação/Arquivo/DD)

O ministro da Saúde, Marcelo Queiroga, afirmou nesta quinta-feira (13) que a maior parte das pessoas hoje hospitalizadas e em UTIs (Unidades de Terapia Intensiva) devido a complicações da Covid-19 não está vacinada contra a doença. As informações foram repassadas em fala durante recebimento do primeiro lote de vacinas contra a Covid para imunizar crianças de 5 a 11 anos. 

"Sabemos que muitos têm relatado que essa variante [Ômicron] causa formas menos impactantes da Covid, sobretudo para aqueles que são vacinados. Apesar de a ciência não ter nos dado todas as respostas sobre a eficácia das vacinas em relação à Ômicron, aqueles que se internam nos hospitais e UTIs, a maioria são indivíduos não vacinados", afirmou.

Queiroga frisou que o país tem uma das maiores políticas de vacinação do mundo, fruto do esforço de diversas instituições brasileiras. O ministro ressaltou que se tem visto no Brasil a redução de óbitos por Covid-19  e que isso é resultado da vacinação. "Estamos falando de vacinas infantis, mas é necessário reafirmar a orientação para aqueles que não tomaram a segunda dose e que não tomaram a dose de reforço [terceira dose] de que procurem a sala de vacinação para completar o esquema vacinal", declarou.

O primeiro lote da vacina Comirnaty, da Pfizer, com 1,2 milhão de doses, chegou ao Brasil às 4h45 desta quinta-feira (13). As vacinas foram incluídas no PNO (Plano Nacional de Operacionalização da Vacinação contra a Covid-19) após ampla polêmica. O uso do imunizante foi autorizado pela Anvisa no dia 16 de dezembro, mas antes de anunciar o cronograma o Ministério da Saúde abriu consulta pública audiência pública para discutir a obrigatoriedade da imunização e a necessidade de prescrição médica.

As medidas foram criticadas por especialistas, que afirmaram que a postura gerava insegurança na população. Além disso, argumentaram que a prescrição médica inviabilizaria uma campanha ampla de vacinação. No fim, o ministério anunciou que a vacinação não seria obrigatória e que não é necessário receita médica para imunizar a população infantil.