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Economia

Sustentável ou representativo, mercado de brechós cresce na Capital

Durante a pandemia, empreendedoras locais impulsionam vendas nas redes sociais

(Foto: Divulgação)

Durante a pandemia do Coronavírus, a procura pelas compras em brechó aumentaram. Em Campo Grande (MS), a situação não foi diferente para as empreendedoras que trabalham com a mídia digital — atual mercado que mais cresce durante os anos no Brasil. A reportagem do jornal Diário Digital conversou com algumas proprietárias de brechós nesta terça-feira, 25 de Maio.

A Laís Rocha Oliveira de 21 anos, é dona do "Capi Brechó". A criação da loja, que homenageia a fauna sul-mato-grossense - como as capivaras da região - surgiu no final de 2017. "Quando descobri minha primeira gravidez, estava prestes a entrar na faculdade e precisava de uma renda extra, já que a contratação de trabalho para grávidas são mais difíceis".

"No início da pandemia, achei que não venderia nada, mas quando começou o auxílio emergencial as vendas cresceram muito. Foi desta maneira que foquei totalmente no brechó, em como entregar um melhor produto para os clientes e o resultado de todo trabalho foi crescendo. Por enquanto ainda não tenho loja física na cidade, mas caso a cliente precise experimentar sempre temos um jeitinho", explica Lais.

Lais Rocha é a proprietária do "Capi Brechó"
(Foto: Divulgação)

Com intuito de que outras mulheres negras pudessem se sentir representadas no mundo da moda, a proprietária do "Pele Preta Brechó", Mariana Moraes dos Anjos, de 23, disse à reportagem que o intuito da loja foi o empoderamento. "A padronização do mundo da moda é a pela branca e o brechó quebrou paradigmas. Foi a forma que encontrei de valorizar as mulheres negras com a temática preta na Capital".

"Com a pandemia muitas pessoas dedicaram o seu tempo à internet e começaram a visualizar e valorizar o comércio local. Em seguida, as vendas aumentaram bastante. A loja existe há mais de um ano e, agora as vendas são para todo o Brasil", ressaltou a proprietária do Pele Preta Brechó.

Para Susana Maria da Silva, de 19, a loja surgiu também como forma de renda extra. Susana empreendeu no "Brechó da Su" e iniciou a logística sustentável. "A ideia foi uma forma de cuidar do meio ambiente, para que possamos fazer tudo mais sustentável. É de grande valia achar garimpos que não são de lojas de departamentos. A roupa do brechó é uma forma de carinho, pois atrás daquela peça que o cliente recebe em sua casa, uma pessoa trabalhou detalhadamente na roupa", observa.

A campo-grandense que comercializa apenas com a moda sustentável disse que as vendas da loja não aumentaram e também não diminuíram com a pandemia. "No ano passado, pensei que a pandemia não fosse afetar as vendas por conta da loja ser on-line. Porém, teve dias que fiquei sem estoques de roupas e tive que improvisar com as peças e tomar todos os cuidados possíveis. A pandemia ainda não acabou, mas as vendas continuam ao normal", concluiu.

Os brechós podem ser encontrados pelo Instagram — Capi Brechó (@capi_brecho); Brechó Pele Negra (@pelenegrabrecho); Brechó da Su (@brechodasu).

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