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Campo Grande

Polícia identifica corpo de homem desaparecido em fevereiro de 2020

Descoberta da identificação dos restos mortais ocorreu depois que familiares da vítima participaram de um mutirão de coleta de DNA, em junho deste ano

Delegado titular da Delegacia Especializada de Homicídio (DEH), Carlos Delano e pela diretora do IALF, Josemirtes do Prado (Divulgação)

Depois de mais de um ano, a Polícia Civil identificou Antônio Ailton da Silva, de 53 anos, encontrado morto em março de 2020. A descoberta da identificação dos restos mortais ocorreu depois que familiares da vítima participaram de um mutirão de coleta de DNA, em junho deste ano, na Delegacia Especializada em Repressão aos Crimes de Homicídios, organizado junto com o Instituto de Análises Laboratoriais Forenses (IALF).

O desaparecimento do homem de 53 anos foi registrado em 21 de fevereiro no ano passado, na DEH (Delegacia Especializada em Repressão aos Crimes de Homicídios). Poucos dias depois, um corpo foi encontrado às margens da BR-163, em Campo Grande, mas não havia a identidade até o resultado do mutirão nacional para coletar amostras de DNA de pessoas que têm parentes desaparecidos.

A informação foi repassada esta manhã pelo delegado titular da Delegacia Especializada de Homicídio, Carlos Delano, e pela diretora do IALF, Josemirtes do Prado.

De acordo com Delano, quando a ossada foi localizada, coletaram-se uma amostra de DNA, que foi armazenada no banco de dados do instituto, como de indivíduo desconhecido. E em maio deste ano, quando foi lançada a Campanha Nacional para Coleta de DNA de Familiares de Desparecidos, os familiares de Antônio forneceram material genético para confronto, que deu positivo quando os dados foram cruzados.

Conforme o delegado, esta campanha veio para ajudar a acelerar o processo de identificação de cadáveres. “Se não tivesse esta ferramenta, a identificação deste cadáver demandaria dos métodos tradicionais de investigação (cruzamento de dados e testemunhas), o que demanda um esforço e dificuldades muito maiores. Com a inserção do DNA no banco de dados, encurtou-se o caminho e conseguimos dar uma resposta para a família. Infelizmente não é o resultado desejado, mas pelo menos a família sabe o que aconteceu com ele”, explicou.

No caso de Ailton, não foi possível identificar a causa da morte, mas conforme laudo do Instituto de Medicina e Odontologia Legal (IMOL), não havia indícios de morte violenta, o que leva a crer que ele tenha tido uma morte natural. Segundo informado pela família, a vítima sofria com alcoolismo e não tinha nenhuma passagem policial.

2ª fase da campanha

De acordo com Josemirtes, a próxima fase da campanha será coletar material genético de moradores de rua e pessoas que vivem em casas de acolhimento e lançar no banco de dados nacional, para que se consiga identificar e localizar um maior número de pessoas desaparecidas. “Ainda não há data marcada para iniciar esta nova etapa, mas será em breve”, comentou.

(Com informações da Assessoria da Polícia Civil)