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Fronteira

Munição apreendida pela polícia voltou para bandidos e foi usada em chacina

Atentado em Pedro Juan matou quatro pessoas, entre as quais a filha do governador de Amambay

(Foto: Reprodução)

Parte da munição usada na chacina que deixou quatro mortos na fronteira no sábado passado, dia 9 de Outubro, já tinha sido apreendida pela polícia paraguaia, segundo as investigações preliminares. As autoridades apuram agora como estas munições foram parar nas mãos dos criminosos.

Os mais de 100 disparos efetuados em Pedro Juan Caballero mataram Osmar Vicente Álvarez Grance, o "Bebeto", a filha do governador de Amambay, Ronaldo Acevedo, Haylée Carolina Acevedo Yunis,  Kaline Reinoso e Rhannye Jamilly. Outras duas pessoas ficaram feridas.

A análise da Police Ballistics, divulgada pela Rádio Império na manhã desta quarta-feira (13), conforme o site de notícias da fronteira Ponta Porã News.

Conforme investigações feitas pela Polícia Nacional, a cápsula encontrada deveria estar entre munições e armas que foram entregues à Dimabel (Diretoria de Material de Guerra).

Vítimas da chacina em Pedro Juan (Fotos: Reprodução/Arquivo Pessoal)

Três dias antes das execuções, o Ministério Público do Paraguai, já tinha iniciado uma investigação sobre a comercialização de armas já apreendidas. A denúncia teve início com o desaparecimento de pistolas e fuzis que foram encontrados com integrantes do CV (Comando Vermelho).

Nas investigações que faz contra a Dimabel, a promotora Alicia Sapriza quer saber por que as armas que deveriam estar sob custódia foram utilizadas no resgate do narcotraficante Teófilo Samudio, vulgo Samura, líder do CV, ocorrido em setembro de 2019, na Costanera Zona Norte, em Assunção.

A promotora afirmou ter ficado preocupada com o fato de uma arma de fogo já apreendida ter sido encontrada com Freddy Esteban González Núñez, que teria participado do resgate de Samura e é o suposto autor do assassinato do comissário Félix Ferrari.

(Fonte: Ponta Porã News)