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Interior

Mulher simula roubo e farsa é descoberta pelas imagens de câmeras

Suspeita foi presa pelos crimes de comunicação falsa de crime e desacato

Uma mulher de 48 anos foi presa na noite desta terça-feira (21), depois simular um assalto. O caso aconteceu em Ribas do Rio Pardo e ela vai responder por praticar os crimes de comunicação falsa de crime e desacato.

Segundo apurado, na manhã dos fatos, a suposta vítima teria ido à Delegacia para registrar boletim de ocorrência acerca de crime de roubo mediante o emprego de arma de fogo.

Conforme a suposta vítima do roubo, dois homens em uma motocicleta abordaram-na em via pública e anunciaram o assalto, exigindo suas joias e seu aparelho celular. Um dos ladrões portava uma arma de fogo em sua cintura. Eles teriam sido subtraídos: um aparelho celular da marca “Xiaomi”, seis anéis de ouro e uma corrente de ouro com um pingente com dois meninos.

Após o suposto roubo, os suspeitos teriam se evadido possivelmente em direção à Rodovia BR 262.

Tendo em vista a gravidade dos fatos registrados em B.O., especialmente porque no município não é frequente a ocorrência de crimes com violência, vários policiais, civis e militares, foram mobilizados para priorização do caso, inclusive, policiais de folga.

As equipes realizaram inúmeras diligências no intuito de prenderem em flagrante os eventuais assaltantes. Várias câmeras de segurança da cidade foram analisadas e, de maneira inusitada, os policiais localizaram imagens demonstrando a própria vítima simulando o crime de roubo e inutilizando o próprio aparelho celular em via pública.

Das imagens que não foram divulgadas pela polícia foi constatado que o roubo não existiu e a denúncia foi mentirosa.

Depois da descoberta da farsa, policiais confrontaram a mulher que acabou confessando a mentira.

Após confirmar a farsa, a mulher justificou que teria sido coagida por um desconhecido a deixar seus pertences sobre o porta-malas de seu carro para que caíssem na rua, pois a pessoa iria buscar esses objetos. Porém, ela não quis falar o nome da pessoa que estava, em tese, lhe extorquindo.

No momento que a mulher estava prestando esclarecimentos, por várias vezes falou para uma Investigadora que não responderia às suas perguntas porque não falava com pessoas com baixo grau de instrução, bem como que não considerava a policial uma pessoa qualificada para questioná-la, gritando para responder às perguntas que a policial fazia.

“Como forma de resguardar a equipe policial foram gravados áudios a título de prova demonstrando todo o abuso da suspeita no trato com os agentes da lei, inclusive proferindo ameaças de denunciá-los por conduta abusiva inexistente. Os áudios e vídeos com os abusos da mulher ficarão também registrados na investigação para fins de contraprova”, segundo informado pela Polícia Civil.

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