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Aldeia Limão Verde

Indígenas denunciam torturas ao Ministério Público

As violências teriam começado no ano passado quando a nova liderança assumiu o cargo

Indígenas estão em busca de mais segurança (Foto: Divulgação)

Indígenas que residem na Aldeia Limão Verde em Amambai (MS), foram ao Ministério Público Federal na cidade de Ponta Porã (MS), para denunciar a atual liderança por supostas torturas e ameaças a quem faça "oposição" ao atual líder. Na terça-feira (26) o site Ponta Porã News conversou com uma das pessoas que apresentou as denúncias ao MPF mas para manter a segurança, a identidade não será divulgada.

Conforme o relato, as situações de violência teriam começado no ano passado quando a nova liderança indígena foi eleita. A partir deste dia, 3 mil indígenas que vivem na aldeia, passaram a viver em um clima de tensão. “Ontem, nós fizemos uma reunião com o Ministério Público para tratar sobre essas situações. Num ano de pandemia, começaram a acontecer vários casos de violência, torturas, ameaças, homicídios, e diante disso, a aldeia se revoltou e agora pede uma nova eleição, para que outro líder indígena seja eleito”, explicou um dos moradores da aldeia.

Além do MPF, autoridades de Ponta Porã, e a Fundação Nacional do Índio (Funai) participaram da reunião realizada na segunda-feira (25).

Em 2020, quando tiveram início os relatos de torturas, foi realizada uma reunião com as lideranças da Limão Verde, juntamente com a Polícia Federal, para que os casos de violências cessassem. No último dia 12 de Janeiro, uma mulher de 29 anos procurou a delegacia de Polícia Civil de Amambai, após ter sido espancada por cinco pessoas e ser apontada como ‘bruxa’. Aos agentes, a vítima relatou que estava em casa, quando foi surpreendida pelo bando, formado por cinco mulheres e dois homens.

Eles teriam chegado armados com martelo, facão e pedaço de madeira. Depois do registro do Boletim de Ocorrência, os autores afirmaram que a vítima fazia bruxaria.

Nesta quarta-feira, 27 de Janeiro, a fonte escutada pela reportagem do Ponta Porã News, relatou que a mulher quase foi queimada viva e, que, por isso, cansados da violência que atinge a todos, incluindo crianças, jovens, adolescentes, idosos, decidiram fazer eleger outra liderança para a aldeia Limão Verde, prevista para acontecer no próximo domingo (31). A reportagem também procurou o Ministério Público, mas até o fechamento desta matéria, não obteve resposta.

(Com informações Ponta Porã News)