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No banco dos réus

“Ele me cobrava propina”

Essa seria a justificativa de membro de PCC para assassinar agente penitenciário em Campo Grande

Robson está sendo julgado pela morte do agente penitenciário ocorrida em 2015 (Foto Luciano Muta)

Quatro integrantes da facção criminosa PCC (Primeiro Comando da Capital) estão sendo julgados nesta quarta-feira (24) no Tribunal do Júri. Eles são acusados da morte do agente penitenciário Carlos Augusto Queiróz de Mendonça, de 44 anos. O crime aconteceu em fevereiro de 2015 na Casa do Albergado, localizado na região da Vila Sobrinho em Campo Grande.

Júri deve durar o dia todo (Foto Luciano Muta)


O primeiro a ser ouvido foi Robson da Silva, de 28 anos. Durante depoimento o réu confessou que agiu sozinho. Ele nega que os outros três suspeitos tenha envolvimento no homicídio. " Matei sozinho porque o agente sempre cobrava propina minha. Sempre quando voltava para dormir no presídio e levava o celular ele cobrava de mim e dos outros presos não. Comprei arma do crime três meses antes, mas não tinha intenção de matar ele, eu me arrependo", afirmou o réu.

Robson tem passagem por porte ilegal de arma e assalto está preso há mais de 7 anos. Durante todo depoimento ele disse que os acusados Marcelo Silva Gonçalves, Rafael de Oliveira Batista, Rafael Pimenta Duarte de Souza não tem participação no crime. Todos também tem julgamento previsto para hoje.

Ele foi ouvido por videoconferência já que está cumprindo pena no Presídio Federal de Catanduvas, no Paraná. O julgamento acontece na segunda vara do Tribunal de Júri conduzido pelo juiz Aluízio Pereira.

O crime - Por volta das 5h da manhã do dia 11 de fevereiro de 2015 Robson invadiu o estabelecimento de regime aberto Casa do Albergado, localizado na região da Vila Sobrinho, e efetuou quatro disparos contra Carlos Augusto Queiróz de Mendonça. O assassino entrou pelo portão onde os presos são liberados para trabalhar.

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