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Dourados

Corda amarrada em tio de Raissa era usada para passar objetos entre celas

No depoimento de Leandro, também acusado do crime comentou ainda que tentou evitar a ação de Elinho

Presos são isolados após encontrarem armas, munições e granada em cela (Foto: Divulgação)

Encontrado morto em cela da PED (Penitenciária Estadual de Dourados) na tarde dessa quinta-feira (12), Elinho Arévalo, 33, utilizou de uma corda que estava próxima de sua cela, em ala separada dos outros de internos, para tirar a própria vida. 

Elinho era acusado de envolvimento no assassinato da própria sobrinha, Raissa da Silva Cabreira, 11. A menina foi vítima de estupro coletivo na madrugada de segunda-feira (9) e jogada ainda viva de cima de um paredão de mais de 20 metros de altura. 

Os detalhes repassados sobre o que aconteceu ontem na cela 30 da galeria seis da penitenciária foram extraídos de depoimento de Leandro Pinosa, 20, também acusado de envolvimento nos crimes cometidos na companhia de três adolescentes. 

De acordo com os relados descritos por Leandro, Elinho estava no beliche de cima da cela que funcionava sob medida de proteção e saúde, usada para isolar detentos em situações diversas, como por exemplo internos acusados pelo crime de estupro. Próximo a ele já havia uma corda usada para passar objetos pequenos entre os cômodos e alas. 

No depoimento o acusado comentou ainda que tentou evitar a ação de Elinho, mas não conseguiu.

Peritos da Depac (Delegacia de Pronto Atendimento Comunitário) de Dourados estiveram na PED na tarde dessa quinta-feira (12) para realizar os levantamentos. 

Além do homicídio, o tio da vítima também é acusado de cometer crimes sexuais contra a menina desde que ela tinha apenas 5 anos de idade. 

Investigação 

Raissa da Silva Cabreira, de etnia Kaiowá, foi encontrada sem vida nas primeiros horas da manhã do dia 9 de agosto em uma pedreira abandonada localizada na Aldeia Bororó, Reserva Indígena Federal de Dourados. 

Trabalho realizado por equipe do SIG (Setor de Investigações Gerais) da Polícia Civil de Dourados resultou na apreensão de três adolescentes, de 13, 14 e 16 anos de idade, além da prisão em flagrante convertida em preventiva de Leandro Pinosa e de Elinho Arévalo.

Conforme entrevista concedida durante a semana pelo delegado Erasmo Cubas, as investigações apontam que antes de ser jogada de paredão, Raissa viveu noite de terror tendo sido violentamente estuprada pelos envolvidos. 

Além disso, o delegado afirma que o crime sexual foi premeditado pelos jovens durante bebedeira que estava acontecendo na casa da menina na noite de domingo (8) e madrugada de segunda-feira (9). Eles teriam planejado atraí-la para local remoto onde há uma casa abandonada. 

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