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Omertà

4ª fase da Omertà mira o jogo do bicho na Capital

Equipes do Garras lacraram bancas pela cidade e diversas pessoas foram conduzidas a delegacia

Bancas de jogo do bicho foram fechadas pela polícia em Campo Grande (Foto: Marco Miatelo)

O Garras (Delegacia Especializada de Repressão a Roubos a Banco, Assaltos e Sequestros) esteve movimentado durante o fim da manhã e à tarde desta quarta-feira (23), depois que pelo menos 15 pessoas foram conduzidas a delegacia durante a quarta fase da Operação Omertà. Desta vez, os investigadores lacraram bancas de jogo do bicho em Campo Grande e miraram no lucro do jogo de azar que seria chefiado pelo empresário Jamil Name.

Sete das pessoas conduzidas a delegacia foram representadas pelo advogado José Amilton de Souza. Ele explicou ao Diário Digital que os clientes prestaram depoimento e foram liberados após assinarem um termo circunstanciado de ocorrência (TCO). “ Por ser uma infração de menor potencial ofensivo, eles foram trazidos para a delegacia para apurar a exploração de jogo de azar e tem também uma questão administrativa de falta de alvará”, disse o advogado.

A tarde foi de depoimentos na delegacia (Foto: Marco Miatelo)

Segundo Amilton, a polícia constatou que em alguns pontos, a venda do Pantanal Cap que é uma empresa de título de capitalização estaria ocorrendo sem alvará.

“Para funcionar tem que ter autorização do Ministério da Fazenda e, hoje, existe essa regularização. O Pantanal Cap ficou dois ou três meses sem vender para regularizar essa situação, mas ela foi feita e, por isso, voltou a venda”.

Policiais do Garras fecharam bancas de jogo do bicho na manhã desta quarta-feira (Foto: Divulgação

A quarta fase da Operação Omertà foi chamada de Black Cat ou “Gato Preto”, em português, e faz referência a exploração do jogo de azar. Desde a primeira fase, a operação investiga uma milícia chefiada por Jamil Name e Jamil Name Filho que comandou assassinatos na Capital. O grupo também é investigado por tráfico de armas e corrupção ativa e passiva.  

A delegada da Polícia Civil responsável pelas investigações nesta fase da operação, Daniela Kades, informou que só irá se pronunciar por meio de nota e ainda não possui um balanço parcial dos números de bancas lacradas e pessoas conduzidas ao Garras.