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"Novo Normal"

Técnicos da Fiocruz debatem perspectivas futuras da Covid- 19 na Capital

"As medidas a serem tomadas em Campo Grande, dependerá do nosso cenário pandêmico", destacou o secretário municipal de saúde

Secretário Municipal de Saúde de Campo Grande, José Mauro de Castro Filho.

Enfim Campo Grande se aproxima de um momento da pandemia que toda a população aguardava. Foi realizada nesta terça-feira, 26 de Outubro, uma reunião entre a Prefeitura de Campo Grande, técnicos da Fiocruz (Fundação Oswaldo Cruz), e a Secretaria Municipal de Saúde do Rio de Janeiro para discutir as perspectivas futuras após a Covid-19.

A médica infectologista da Fiocruz compartilhou um pouco, de como estão sendo elaboradas essas medidas e perspectivas para um retorno após pandemia, no Rio de Janeiro.

"Estamos avançando em algumas medidas, começamos a fazer alguns eventos teste, pensando e planejando de acordo com os níveis de vacinação e a queda dos indicadores. Começamos a planejar uma certa flexibilizações das restrições por etapas", explicou Betina Durovn.

Betina Durovn, médica infectologista da Fiocruz . (Foto: Roberta Martins)

De acordo com o secretário Municipal de Saúde, José Mauro Filho, a presença dos representantes da Fiocruz vem para somar, na forma de como será enfrentada esse novo desafio, de voltarmos a viver como era antes da pandemia.

"As medidas a serem tomadas em Campo Grande, dependerá do nosso cenário pandêmico. Levando em consideração os números de casos, entre infectados, internados e óbitos, como também notificação de testes e avanço na vacinação.

Segundo o superintendente de Vigilância em Saúde do Rio de Janeiro, Márcio Henrique Garcia Já foram feitos mais de 10 eventos testes, testando modelos com pré evento e passa porte vacinal.

O que se observou com esses testes, devidamente controlados, foi que a incidência de casos naquele período é extremamente inferior ao da população em geral.

"Estamos fazendo com muita cautela, mas principalmente para provar que a vacinação é a melhor forma de prevenção. Toda discussão de retirar algumas das restrições, estão baseadas em dois fatores: cenário epidemiológico favorável com (redução de casos, óbitos e internações) e ampliação da cobertura vacinal. E aos poucos vamos retornando e caminhado para uma vida mais próximo do normal", frisou Márcio Henrique Garcia .

 Superintendente de Vigilância em Saúde do Rio de Janeiro, Márcio Henrique Garcia. (Foto: Roberta Martins)

Eventos-teste: Realizado em uma partidas de futebol, onde o organizador do evento apresenta o protocolo de segurança, com variações em termos de público, detalhando se haverá a pre testagem antes do evento e como deverá ser a exigência do comprovante de vacinação.

A partir de então, o organizador encaminha para a vigilância de saúde, os bancos de dados das pessoas que participaram do evento. Juntamente com os bancos de dados e todos os resultados da testagem antes do eventos.

Em seguida é feito o monitoramento em 14 dias após o evento-teste, onde faz-se o cruzamento de dados entre o banco dos participantes dessa partida de futebol com o banco dos sistemas oficiais da vigilância nacional.

Feita essa comparação, de acordo com Márcio Garcia , é possível analisar naquele período quem positivou para o vírus após esse evento. Comparando esses números com a infecção na cidade.

"E o que se observa são números cinco ou seis vezes menores dessa infecção. Isso vem nos deixando um pouco mais tranquilos no sentido de voltar a pensar numa possível retomada, claro de acordo com o cenário favorável", finalizou o superintendente.

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