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Pandemia

Vacinar ou não contra o novo coronavírus?

Campo-grandense está dividido: há quem espere a vacina ansioso e os que temem efeitos colaterais

Enquanto o poder público faz o planejamento da estratégia de imunização contra a Covid-19, a população segue cheia de expectativa. A data para o início da vacinação não está definida e as tratativas de compra das doses seguem com os laboratórios e dependem da autorização da Anvisa, a Agência Nacional de Vigilância Sanitária.

Em Campo Grande, a Prefeitura já solicitou ao Instituto Butantan uma encomenda de 347 mil doses de vacina Coronavac. A expectativa da Secretaria Municipal de Saúde Pública (Sesau) é de que sejam entregues ainda neste mês de janeiro. O campo-grandense, em sua maioria, segue no aguardo da dose. Foi o que a equipe do Diário Digital constatou em uma enquete no Centro da Capital.

A auxiliar de cabeleireiro, Sirlei Fabrício, de 43 anos, acredita que esta é a única salvação e a vacina está demorando para chegar no país. "Não vejo a hora de tomar e ficar imune ao vírus", afirmou.

Sirlei Fabrício diz que a única salvação é a vacina
(Foto: Marco Miatelo)

O balconista Pablo Vieira, de 20 anos, conta que já enfrentou percalços difíceis como traumatismo craniano e outros problemas e acredita que tudo que envolve melhorar a saúde é válido. "No caso desse vírus, o caminho da esperança é a vacina. Sendo assim, temos que tomar, ficarmos imunes e torcer para tudo dar certo", ressalta.

Pablo Vieira tem apenas 20 anos e acredita que o único caminho para acabar com a pandemia é a vacina
(Foto: Marco Miatelo)

Já a vendedora ambulante Fátima Alves, de 48 anos, ainda está em dúvida sobre tomar ou não a vacina. "Ainda não sei se tomaria, pois, envolve muitas coisas. Uma delas é a reação, que não sabemos o que pode acontecer em seguida. Além disso, não acredito que a vacina tenha que ser obrigatória. Contudo, tenho a consciência que é algo para melhorar mas, o medo às vezes acaba sendo maior", declarou.

Fátima Alves está em dúvida e tem receio da reação da vacina no organismo (Foto: Marco Miatelo)

A dona de casa, Elisângela Olmedo de 34 anos, afirma que tomaria a vacina. "Como todos sabemos, é algo que vai melhorar e nos deixar bem. Mas, como de costume, terão pessoas que não aceitam e não vão querer tomar de jeito nenhum e, poderá até prejudicar as pessoas que irão tomar". Junto com ela, a cabeleireira Keith Mara, de 35 anos, reforçou que a desinformação acaba prejudicando a população. "Sou a favor da vacina e tomaria, sem dúvidas. As pessoas que não tomariam, infelizmente, não procuram saber da importância da mesma. Não procuram ter mais conhecimento à respeito da doença que está matando diariamente as pessoas", salienta.

A pensionista Elcinda Alves tem 69 anos e faz parte do grupo prioritário. Ela relatou ao Diário Digital que é a favor da vacinação e que está disposta a receber a dose. "Não é porque vou tomar que não tenho medo da reação que possa acontecer, ainda mais por conta da minha idade. Mas, é para melhorar e para esse vírus ir embora o mais rápido possível. O jeito é tomar a vacina e ter esperança de que tudo irá melhorar", acredita.

Elcinda Alves disse que tem medo mas tomaria pela saúde
(Foto: Marco Miatelo)

Aos 57 anos Wangle Beline é funcionário de uma escola e já teve diagnóstico positivo para o novo coronavírus. "Já tive Covid-19, então já passei por essa situação. Porém, como que eu sei que é para melhorar, tomaria a vacina. Com o mundo assim, as pessoas tem que se arriscar porque se não fizermos podemos pegar o vírus e morrer", pontua.

Uma outra campo-grandense, idosa e que prefere não revelar o nome, está decidida a não se vacinar. "Todas as informações que temos até o momento sobre a vacinação são de outros países. Não temos nada comprovado no Brasil. Apesar disso, foram pesquisas feitas rápidas demais. Mas, se as outras pessoas quiserem tomar, sem problemas. Mas, como todos sabem, nada é 100% de certeza", ressaltou.

Quando o assunto é vacinar contra o novo coronavírus, as opiniões ainda estão divididas
(Foto: Marco Miatelo)

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