Geral
Unidades de pronto atendimento e os Centros Regionais estão completamente desabastecidos de insumos básicos na Capital
Além disso, o Samu não possui estoque de adrenalina para o fim de ano
Sexta-feira, 12 Dezembro de 2025 - 07:30 | Issel Chaia

Diante do cenário de iminente colapso, devido ao desabastecimento generalizado de medicamentos e insumos básicos, tanto na atenção primária quanto nos serviços de urgência e emergência, preocupam a Defensoria Pública de Mato Grosso do Sul pela grave situação da saúde pública em Campo Grande.
Para a coordenadora do Núcleo de Atenção à Saúde (NAS), a defensora pública Eni Maria Sezerino Diniz, “o aumento expressivo na busca por medicamentos, muitos deles de atenção básica que não são de alto custo, evidencia que a rede pública não está conseguindo dar conta das demandas essenciais da população. As unidades de pronto atendimento e os Centros Regionais de Saúde estão completamente desabastecidos de insumos básicos, medicamentos e materiais necessários para assistência”, afirmou.
Foi identificado outro ponto crítico pela Defensoria, como sendo o Serviço de Atendimento Móvel de Urgência (SAMU). O município não possui estoque de adrenalina para o fim de ano, problema evidenciado pela Defensoria a partir de denúncias e verificações do NAS, sendo este um medicamento indispensável para ocorrências graves.
“A falta desse insumo é extremamente preocupante, especialmente em um período reconhecido pelo aumento de casos de infartos e outras intercorrências cardíacas. Toda a população está vulnerável: desde usuários do SUS até autoridades e integrantes do poder público. Isso indica possíveis mortes evitáveis”, alertou a coordenadora.

Urgente
Tendo em vista a gravidade do cenário, um ofício expedido pela Defensoria Pública de MS à Secretaria Municipal de Saúde (Sesau) e aos órgãos de vigilância, solicita informações sobre o planejamento municipal para enfrentar o desabastecimento.
Foi concedido o prazo de 24 horas para apresentado pela instituição para que a gestão municipal apresente dados e o plano de contingência solicitado.
“Não se trata de construir agora um planejamento novo. Um plano já deveria existir, pois a aquisição de medicamentos não ocorre da noite para o dia. Basta informar. Caso não haja resposta ou se o que for apresentado não for minimamente aceitável, a Defensoria irá avaliar medidas jurídicas emergenciais, inclusive acionando o Ministério Público do Estado”, explicou a defensora.
Procedimentos oficiais
Para acompanhar a situação, a Defensoria instalou procedimento administrativo e todas as ações serão publicadas nos órgãos oficial, e aguarda as respostas da Sesau para definição dos próximos passos.
“Não podemos e não vamos permanecer inertes diante desse grave quadro da saúde pública. Nosso papel é garantir que o ente público apresente alternativas viáveis e imediatas para proteger a população”, destacou Eni.
Agravamento hospitalar
Com o aumento significativo na taxa de ocupação hospitalar que, segundo a defensora mostra a falha da rede básica de saúde na absorção dos atendimentos iniciais, houve a sobrecarga nas unidades de maior complexidade.
“Quando a atenção básica não funciona, o sistema inteiro sofre. E é isso que estamos constatando: a rede não está conseguindo fazer frente às necessidades da população”, afirmou.
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