• Diretor de Redação Ulysses Serra Netto
  • MS Record
  • Rede Record
Campo Grande

Acusado de matar segurança de casa noturna é condenado a 10 anos de prisão

Cristhiano Luna de Almeida, autor do crime, sentou-se pela segunda vez no banco dos réus

Christiano Luna de Almeida se diz arrependido (Foto: Luciano Muta)

Jefferson Bruno Gomes Escobar, o Brunão, à época com 23 anos de idade, foi assassinato por Cristhiano Luna de Almeida de 33 anos, em Campo Grande (MS). O acusado participou do banco dos réus nesta quarta-feira, 1° de Dezembro e foi condenado a 10 anos de reclusão, porém, será descontado o tempo em que ele permaneceu preso, que foi de 1 ano e 3 meses.

O reú foi condenado a pena de 8 anos e 6 meses por lesão corporal seguida de morte, 1 ano e 6 meses por injúria racial e 20 dias-multa por ter passado "a mão na bunda do garçom" e o chamado de "Negueba do flamengo".

Após 10 anos do assassinato do segurança de uma casa noturna, o réu sentou pela segunda vez no banco dos réus nesta quarta-feira (1°). O primeiro julgamento foi realizado no ano de 2017, mas foi anulado. Na época, Cristhiano foi condenado a 17 anos e seis meses em regime fechado, pelos crimes de homicídio doloso e injúria racial,

Desta vez, o reú irá responder em liberdade, por conta do habeas-corpus do Supremo Tribunal Federal (STF). De acordo com o advogado José Belga Trad, relatou que riá recorrer da decisão.

Cristhiano Luna de Almeida, de 33 anos, senta pela segunda vez no banco dos réus
(Foto: Luciano Muta)

Julgamento – Arrependido, Cristhiano chorou e pediu desculpa a mãe de " Brunão" e a sua mãe que ficou doente nesse período de 10 anos. "Se eu soubesse o que ia acontecer nem teria saído de casa. Saí na intenção de me divertir, e não de matar", disse o réu. "Foi uma fatalidade que infelizmente tirou a vida do Brunão. Estou muito arrependido, confesso que quando bebia era um jovem brigão, mas nunca quis matar ninguém", desabafou.

O réu que já ficou preso por quase dois anos, e confessou que no dia do crime ingeriu bebida alcoólica e passou "a mão na bunda do garçom", e o chamou de "Negueba do flamengo". Segundo Cristhiano, ele havia chamado Brunão por esse nome por que a vítima se parecia com o jogador do flamengo e não por questões raciais.

Em relação a ter matado " Brunão' com golpes de Jiu Jitsu, o réu falou que não é lutador profissional, e que apenas chutou o segurança na intensão de se defender e não para matar.

Emocionado, durante o julgamento, o réu relatou como sua vida foi destruída. "Minha vida é um verdadeiro calvário quero resolver tudo isso e tentar seguir minha vida", afirmou. Conforme Cristhiano Luna de Almeida, disse, ainda que não consegue emprego pela fixa criminal, que é formado em direito e tem curso de corretor, mas vende bolo e espetinho para sobreviver.

A mãe da vítima Edecelma Gomes Dias, de 50 anos esteve no julgamento e falou a aflição desses 10 anos após o crime que tirou a vida de seu filho. " Não entendo por que cancelaram o julgamento em que ele foi condenado a 17 anos. Ele pode até escapar da justiça dos homens, mas da de Deus não', desabafou.

Mãe da vítima Edecelma Gomes Dias
(Foto: Luciano Muta)