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Campo Grande

Testemunha-chave do crime, irmão da vítima não consegue depor

Gilmar da Silva foi morto na tarde de ontem (19), para defender irmão, no Bairro Moreninhas

Mensagens no celular entrega traficante, que é preso com cocaína (Foto:Divulgação/Arquivo)

 Até agora, apesar de ter dito que se apresentaria a polícia, o suspeito de matar o caminhoneiro Gilmar da Silva, de 37 anos, não compareceu a 4 ª DP (Delegacia de Polícia), no Bairro Moreninhas, em Campo Grande. O rapaz de 23 anos fugiu com a ajuda do pai.

Conforme o delegado Nilson Friedrich, quatro testemunhas foram chamadas para prestar esclarecimentos, entre elas a mãe do suspeito. O motivo do crime também não está claro ainda.

Segundo testemunhas, Gilmar foi morto para defender o irmão que é usuário de drogas. Ele, inclusive, é uma testemunha-chave para a polícia. Porém, não conseguiu prestar depoimento por estar sob efeito de entorpecente. O acordado era que ele voltaria à delegacia nesta manhã, mas o irmão da vítima não apareceu ou foi visto pelos familiares novamente.

A polícia também procura por imagens do crime, mas segundo o delegado, as únicas câmeras de segurança que podem ter gravado o momento do assassinato é a da conveniência do pai do suspeito.

No local do crime, a perícia não encontrou cápsulas da arma usada e a vítima teria morrido com três tiros. O delegado aguarda o laudo do IMOL (Instituto de Medicina e Odontologia Legal).

A Polícia Civil deve representar pela prisão preventiva do suspeito.

O crime - Gilmar da Silva, de 37 anos, teria sido atingido por dois tiros no peito e um no pescoço. O alvo do atirador, na verdade, seria o irmão do caminhoneiro que estava envolvido em uma briga.

Por volta das 17h, Gilmar passava pela Rua Araticum quando viu o irmão discutindo com uma dupla. Ele desceu da motocicleta que pilotava e foi até o local tentar parar a briga, momento em que foi baleado.

Populares acionaram equipes dos bombeiros e do Samu. Porém, a vítima acabou morrendo no local do crime.