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Tribunal do Júri

Membro do PCC é julgado por morte em 2017

Suspeito nega que ordenou execução em "tribunal do crime" ; vítima foi decapitada

Reú está sendo julgado por videoconferência (Foto Luciano Muta)

Apontado como membro da facção criminosa Primeiro Comando da Capital, PCC, Adriano Hilário dos Santos está sendo julgado nesta quarta-feira (10) acusado de ser o mandante do assassinato de José Carlos Louveira. O crime aconteceu em novembro de 2017 em Campo Grande. Durante o julgamento o réu negou qualquer tipo de envolvimento. Alega ainda que não conhecia a vítima e nem os demais envolvidos e que nunca teria morado na Capital.

Adriano nega qualquer tipo de envolvimento no crime (Foto Luciano Muta)


A vítima José Carlos, que na época tinha 41 anos, foi decapitado e seu corpo encontrado na cachoeira do Céuzinho. Os executores seriam membros da facção criminosa. Antes de ser executado, José Carlos teria sido julgado pelo "tribunal" do PCC.

O réu está preso em na Penitenciária Federal de Segurança Máxima Mossoró há cerca de três anos. Durante o depoimento ele afirmou que tem antecedentes criminais por assalto e furto de carros em São Paulo. "Reconheço que tenho passagens pela polícia, mas não mandei matar ninguém e não conheço nenhum dos envolvidos", argumentou durante depoimento por videoconferência.

Adriano alega que em 2018 comprou um telefone na rua 25 de março, rua de comércio popular de São Paulo, e logo em seguida foi preso pela polícia acusado de crimes que, segundo ele, não cometeu. Adriano relatou que celular era de outra pessoa e que todas conversas gravadas neles não eram dele. Alega ainda que pelo fato de ter comprando nessa região de comércio popular, o número pode ter sido clonado.


Relembro o caso


José e mais dois filhos que na época eram adolescentes foram internados em uma clínica de recuperação de dependentes químicos. O local teria sido invadido por homens do PCC que raptaram o pai e um dos filhos. O adolescente de 16 anos contou à polícia que ele e o pai foram levados para várias casas na Capital em diferentes endereços. A todo momento eles eram agredidos e ameaçados de morte.

A tortura durou uma semana e a todo momento havia pessoas vigiando o local. José acabou executado por ter sido "condenado pelo tribunal do PCC" e o filho liberado porque foi "inocentado pela facção". Na época três suspeitos foram presos pelo crime.

O julgamento acontece na Primeira Vara do Tribunal do Júri.

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