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Prevenção

Comitê municipal discute estratégias de combate ao Aedes aegypti

Sete bairros e parcelamentos de Campo Grande encontram-se com índices muito altos de dengue

(Foto: Divulgação/ PMCG)

O Comitê Municipal de Combate ao Aedes aegypti esteve reunido na manhã desta quarta-feira, 11 de Maio, para discutir o cenário epidemiológico das arboviroses e ações de combate ao Aedes aegypti.

O mosquito é o transmissor da dengue, zika e chikungunya. Além disso, foram apresentados os resultados do Levantamento de Índice Rápido (LiRaa).

Durante a abertura, o secretário municipal de Saúde, José Mauro Filho, lembrou que o Município enfrentou duas epidemias consecutivas de dengue em 2018 e 2019 e que o engajamento de toda a sociedade, juntamente com as iniciativas do Poder Público, foram fundamentais para que houvesse uma redução no número de casos.

A superintendente de Vigilância em Saúde, Veruska Lahdo, explica que a melhor maneira de se evitar o mosquito Aedes aegypti  é eliminando objetos que possam acumular água parada.

”A gente sempre reforçar para a população para que eliminem alguns materiais inservíveis que possam acumular água, como: bandejas de ar-condicionado, calhas, pneus velhos, caixas d’água destampadas, garrafas, vasos de flor e também recipientes jogados em lixo descoberto”, comenta.

As ações de rotina têm sido intensificadas, assim como outras estratégias têm sido utilizadas como o programa “Colaborador Voluntário”, que reúne mais de 300 instituições e empresas e o monitoramento da proliferação do mosquito com o uso das chamadas “Ovitrampas”, assim como o projeto Wolbachia que já está presente em 32 bairros da Capital.

Mosquito Zero - no dia 02 de maio a Prefeitura lançou  mais uma edição da campanha “Mosquito zero – É matar ou morrer”, que vai percorrer de maneira simultânea as sete regiões urbanas e distritos do Município com ações de manejo e controle do Aedes.

Na 1ª semana de campanha, mais de 14 mil imóveis foram inspecionados e 10 mil depósitos potenciais criadouros do mosquito Aedes aegypti eliminados.

São cerca de 350 servidores da Coordenadoria de Controle de Endemias Vetoriais da Secretaria Municipal de Saúde (CCEV/SESAU) mobilizados nas ações que acontecem nesta primeira etapa até o dia 14 de maio nos bairros: Guanandi, Jardim dos Estados, Tijuca, Panamá, Novos Estados, Nova Lima, Itamaracá e Rita Vieira.

Dados epidemiológicos - de 01 de janeiro a 10 de maio foram notificados 4.210 casos de dengue e três óbitos provocados pela doença em Campo Grande.

Somente no mês de abril foram 1.697 casos, o que representa quase 50% de aumento em relação ao mês período do ano passado, onde houveram 828 notificações da doença. Os casos de Zika e Chikungunya se mantêm estáveis, com 6 e 42 registros, respectivamente, de 01 de janeiro a 10 de maio de 2022.

Notificações por bairros - sete bairros e parcelamentos de Campo Grande encontram-se com índices considerados muito altos, conforme mapa de notificações da Coordenadoria de Controle de Endemias Vetoriais (CCEV), referente a semana 13 a 16.

São eles: Jardim Noroeste, Maria Aparecida Pedrossian, Rita Vieira, Tiradentes, Cruzeiro, Nova Lima e Novos Estados. Outros 22 apresentam índice alto, 35 moderado, oito baixo e apenas 1 ( Jardim Bela Vista),  com nenhuma notificação.

(Com informações de Prefeitura Municipal)