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Homofobia

Prefeito recebe dentista agredido em posto de vacinação e repudia ato de homofobia

A mãe de Gustavo, Tânia Mara, se emocionou ao ouvir o prefeito. “Pode chorar. Minha mãe choraria também, porque o choro não é dos fracos, é dos fortes

Foto prefeitura de Campo Grande

O prefeito de Campo Grande, Marquinhos Trad, recebeu na manhã desta quarta-feira (25), no Paço Municipal, o dentista Gustavo dos Santos Lima, acompanhado da mãe, Tânia Mara dos Santos Lima. O dentista, que atua como voluntário em um dos postos de vacinação em Campo Grande, foi vítima de homofobia por uma mãe que recusou a vacina que seria aplicada por ele em sua filha.

“Campo Grande lamenta o ocorrido. Campo Grande discorda do comportamento daquela que proferiu palavras homofóbicas em desfavor do cidadão Gustavo. Campo Grande presta solidariedade a ele e sua mãe. Aqui, todos nascemos para viver e ser feliz. Estamos nos solidarizando e dizendo não a qualquer ato de homofobia na nossa cidade”, declarou o prefeito.

A mãe de Gustavo, Tânia Mara, se emocionou ao ouvir o prefeito. “Pode chorar. Minha mãe choraria também, porque o choro não é dos fracos, é dos fortes. Aqueles que têm dignidade e honra lacrimejam pela dor de um filho e pela dor de uma injustiça”, complementou.

Gustavo contou que ainda está muito abalado e faz tratamento psicológico para voltar ao trabalho. “Tudo o que aconteceu mexeu muito comigo. Eu ainda não consegui trabalhar. Para que eu consiga trabalhar, preciso das minhas mãos, da minha mente. Estou precisando de acompanhamento psicológico”, relatou.

Tânia Mara lembrou que o filho está no primeiro ano de atuação e lamentou o ato que hoje o impede de continuar a vida. “Este é o primeiro ano que meu filho está atuando, que passou em uma residência, está fazendo uma especialização e, de repente, no trabalho dele, alguém vai lá e pisa no meu filho. Machuca. Não tem dor maior do que esta, de uma mãe ver o filho ser destratado em um processo de imunização para que a gente se livre desta pandemia. Ele poderia estar em casa com a família e passou por tudo isso. Sabemos que tem uma justiça divina, mas ela vai ter que responder criminalmente pelo ato, por este momento de dor. Vai ter que pagar na Justiça. Meu filho não fez nada para ela, estava ali trabalhando. É uma pessoa que, reconhecidamente, trata muito bem a todos que atende. Meu filho precisa seguir a vida dele e hoje não consegue. Ele tem medo. Naquele momento, ficou sem reação de ouvir aquilo daquela mãe. Uma pessoa que se considera mãe, não pode falar isso”, lamentou.

O prefeito se colocou à disposição para ajudar a Gustavo e a mãe no que for necessário para superação deste momento difícil. “Deus te abençoe Gustavo e conte com toda legalidade da Prefeitura Municipal de Campo Grande”, concluiu.

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