Geral
Na contramão dos estados brasileiros, MS mantém menor alíquota de ICMS do País
Para 2024, o Governo do Estado prevê arrecadar R$ 25 bilhões, sendo R$ 16 bilhões por meio do ICMS
Segunda-feira, 04 Dezembro de 2023 - 11:32 | Redação

Enquanto 22 estados brasileiros aumentaram a alíquota modal de ICMS, Mato Grosso do Sul decidiu manter o índice de 17% - o menor do País. Ao lado de representantes do setor produtivo, o governador Eduardo Riedel anunciou, nesta segunda-feira (4), a decisão de manter a alíquota-padrão congelada da sua principal fonte de arrecadação para não prejudicar a população.
“Não vou enviar projeto de lei para mudar a alíquota, sem crítica a qualquer estado que tenha feito. Cada um tem a sua realidade. Optamos por não enviar e manter em 17%, que já é a menor do Brasil. A partir dessa decisão, vamos montar um grupo de trabalho para acompanhar as variáveis da Reforma Tributária”, afirmou o governador, em coletiva à imprensa no receptivo do Parque do Prosa, em Campo Grnade.
O Imposto Sobre Circulação de Mercadorias e Serviços incide em praticamente todos os produtos, afetando o preço final que chega ao contribuinte. Para 2024, o Governo do Estado prevê arrecadar R$ 25 bilhões, sendo R$ 16 bilhões por meio do ICMS.
Outras Unidades da Federação optaram por aumentar o imposto estadual por conta da Reforma Tributária porque, de acordo com o texto em tramitação no Congresso Nacional, a receita de estados e municípios com o IBS (Imposto sobre Bens e Serviços, que substituirá o ICMS e o ISS).será proporcional à média da arrecadação entre 2024 e 2028.
A estratégia de Mato Grosso do Sul é totalmente diferente. O governo acredita que o crescimento econômico do Estado irá garantir um aumento na arrecadação, sem precisar aumentar o imposto, que todos pagam. “Esse crescimento nos dá conforto. É uma medida responsável. Nesse momento achamos que manter a alíquota aumenta a nossa competitividade e atrai ainda mais investimentos”, explicou Riedel.“A nossa aposta é que a gente preserve a capacidade de compra e a capacidade produtiva”, complementou.
O presidente do Sistema Famasul (Federação de Agricultura e Pecuária de Mato Grosso do Sul) e presidente do Conselho Deliberativo do Sebrae-MS, Marcelo Bertoni, acrescentou que o setor produtivo entende que deve ser parceiro do governo neste momento. “O campo vai fazer a sua parte, com aumento da área de plantio. Todo o setor produtivo está consciente”.
Grupo de Trabalho
O governador Eduardo Riedel anunciou ainda a decisão de criar um grupo de trabalho para monitorar a Reforma Tributária. O GT será formado pelo setor produtivo organizado e pela equipe técnica da gestão estadual. Ele vai apontar a necessidade de ajustes na arrecadação ao longo dos próximos anos.
Últimas Notícias
- Comunidade - 15:32 Em Corumbá, limpeza urbana recolhe 15 mil toneladas de resíduos
- Saúde - 15:07 Infância roubada traz sérios impactos ao bem-estar, alertam especialistas
- PRF - 14:47 Cães localizam drogas em carga de minério
- Famílias - 14:36 Brechó Solidário distribui 12 mil peças de roupas em Dourados
- Dourados - 14:05 Câmara rescinde contrato com construtora após descumprimentos e atrasos
- 3ª Corrida dos Poderes - 13:55 3ª Corrida dos Poderes tem inscrições abertas nesta sexta-feira
- Levantamento - 13:32 População de MS cresce, diz IBGE
- SupeAmas - 13:00 Supermercados receberão visita técnica
- Solidariedade - 12:19 4º Encontro Beneficente Cacheia Campo Grande
- Dourados - 11:49 UFGD abre processo seletivo para contratar tradutor/intérprete de Libras