Geral
Grande parte dos feminicídios é fruto de relacionamentos abusivos
Delegada Elaine Benicasa explica que criminosos são punidos e faz apelo a mulheres: "denunciem"
Segunda-feira, 03 Julho de 2023 - 12:20 | Juliana Brum

Quase que 100% dos casos de feminicídio comprovam algum tipo de relacionamento abusivo, perseguição à vitima, ciúmes excessivo, proibição de uso de roupas ou contato com alguém e tais atitudes já caracteriza abuso. A informação foi destacada na manhã desta segunda-feira (3), pela delegada-titular da 1ª Delegacia Especializada de Atendimento à Mulher (1ª-Deam) de Campo Grande, Elaine Benicasa.
A delegada fez um apelo a mulheres vítimas de violência doméstica e testemunhas dos casos. “Registrem boletim de ocorrência. Nos dois últimos casos de feminicídio da Capital, ambas mulheres não tinham B.O contra os autores e ambos casos sofriam com relacionamento abusivo como estamos investigando”
Durante a coletiva em que a delegada também falou sobre o caso de Natali Gabrieli da Silva de Souza, de 19 anos, morta a facadas no meio da rua no último sábado (1), na Capital e ressaltou que em qualquer tipo de crime contra mulher os autores serão punidos.
A delegada foi enfática: “Os autores estão sendo punidos, por ventura todo aquele que pensou em tirar a vida de uma mulher, saibam que serão punidos. Justamente a criação do setor SEFEM alinhado com o Ministério Público com o julgamento positivo de condenação para assim comprovado julgar os autores", explicou.

A delegada-titular da 1ª-Deam reforçou que, com o registro dos casos, as vítimas podem pedir medida restritiva contra os autores". Saibam que a medida preventiva é um início de repulsa do autor em relação a vítima, proíbe você autor de frequentar alguns lugares, ficar longe da vítima e dos filhos e a punição é certa aos autores por qualquer tipo de crime contra as mulher”, concluiu a delegada.
Denúncias - Mulheres em situação de violência doméstica ou familiar podem denunciar os agressores de maneira anônima e segura. As denúncias podem ser realizadas na Central de Atendimento à Mulher, por meio do telefone 180, um serviço do governo federal, que funciona 24h, todos os dias, onde são prestadas informações, orientações e feitas denúncias.
Em situações de urgência e emergência, quando uma agressão estiver acontecendo, ligue 190. Ainda, todas as unidades da Polícia Militar e as Delegacias de Polícia Civil do Estado estão aptas a receber/orientar mulheres em situação de violência.
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