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Rio Dourados

“Emoção inexplicável”: Guia fisga pintado de 1,72 metro

O belíssimo e esplendoroso animal, foi solto após as fotos no Rio Dourados

Para segurar o pintado, foi necessária a força de três homens (Foto O Pantaneiro)

O Guia de pesca Bruno Jorge viveu, neste sábado (24), a “emoção inexplicável” que todo pescador sonha em sentir, mas que é privilégio de poucos. Durante expedição pelo Rio Dourados, em Fátima do Sul, ele fisgou um pintado de 1,72 metro, segundo ele, um recorde em Mato Grosso do Sul.

O belíssimo e esplendoroso animal, é claro, foi solto, ao som de “vai para a vida”, mas, antes disso, deixou o pescador, amigos e clientes encantados com tamanha majestade.

“A emoção foi inexplicável. Acordamos cedo e já no primeiro arremesso, às 6 horas, engatei um pintado. Tiramos da água, medimos e deu 1,49 metro. Agora, no final da tarde, por volta das 17h15, engatei esse bicho aí”, conta Bruno.

Todo o procedimento de capturar, tirar o animal da água, medir e devolvê-lo ao rio, durou cerca de 20 minutos “de briga”. “Eu estava fora de mim, não pensava em mais nada. Só naquele peixe. Eu queria ver ele. Esse peixe precisa ser preservado e que cenas como essa aconteçam mais vezes no nosso rio”, pontua.

Ele narra que nem por um momento pensou em dar outro destino para o Pintado, que não fosse devolvê-lo ao rio, mas espera, como apaixonado pela pesca, sentir essa emoção novamente.

“Um peixe, digamos, pré-histórico, experiente naquele rio e ele tinha que voltar para a vida, não pode matar nunca um peixe desse. Graças a Deus conseguimos embarcar ele, fizemos as fotos e devolvemos ele para o rio, para a vida, que é o lugar dele, na água. Mantivemos ele dentro da água, para ficar bem oxigenado, para ficar forte para ir embora. Espero, como pescador, sentir essa emoção novamente”, afirma.

Ele agradece a ajuda recebida no momento da captura e alerta para a preservação do rio e da espécie.

“Tem que ter a soltura desse peixe, ele não merece morrer. E cumprimos nosso objetivo, que é cuidar e preservar da vida no nosso rio. Poucos no Brasil tem peixes como esse. Muita gente de fora tem vindo, até pessoas de outros países. Só tenho a agradecer a todo mundo que me ajudou ali no momento”, finaliza.

(Com informações O Pantaneiro)

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