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Cresce interesse por cursos de licenciatura no Brasil
Quinta-feira, 29 Agosto de 2019 - 17:17 | Redação
A publicação “Professores do Brasil”, realizada pela Fundação Carlos Chagas (FCC) e a Organização das Nações Unidas para a Educação, a Ciência e a Cultura (Unesco) mostrou que houve um expressivo aumento no número de estudantes que optaram pela área da educação nos últimos anos. De acordo com o estudo, as matrículas para a licenciatura passaram de 659 mil alunos, em 2001, para 1,5 milhão em 2016.
Desse total, a maioria (882.749) fazia licenciatura em cursos de ensino presencial. Apesar disso, os cursos de Ensino à Distância (EaD), também estão com um número elevado de matrículas (641.580). Um destaque feito pelo documento é de que 61,2% dos estudantes de áreas relacionadas à educação possuem renda de até três salários mínimos. No país, todo docente deve ter certificação superior, conforme a Lei de Diretrizes e Bases da Educação (LDB). Segundo o Plano Nacional de Educação (PNE), até 2024, todos os professores da educação básica devem ter curso superior.
Quanto aos termos empregados à área da educação, vale o esclarecimento. O termo magistério, nos dias atuais, é designado para a pessoa que exerce a profissão de professor. A licenciatura, por sua vez, é a formação em curso superior que pode ser dividida em diversas áreas, incluindo educação infantil, ensino fundamental e ensino médio. Já o curso de pedagogia é uma graduação específica para preparar professores para diversas atividades de gestão escolar, além de formar professores para os anos iniciais.
Um alerta - Apesar do maior interesse pela área de atuação, os professores ainda não são devidamente preparados para lecionar. Isso porque, de acordo com o Censo Escolar de 2015, tabulado pelo Movimento Todos Pela Educação, quase a metade dos professores do ensino médio do país dá aulas de disciplinas para as quais não têm formação específica. Do total de docentes, quase um terço (32,3%) leciona aulas em matérias diferentes das suas e 14% se desdobram entre a área em que são titulados e outras para as quais não são habilitados.
Nos últimos meses, o governo de Jair Bolsonaro (PSL) tem enfrentado diversas manifestações ao redor do país, sobretudo em relação ao contingenciamento de recursos para a área da educação. O ministro da educação, Abraham Weintraub, revelou que possivelmente os recursos contingenciados das universidades vão ser desbloqueados a partir de setembro.
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