Geral
Censo 2022: mulheres têm mais estudo, mas ganham menos que os homens
Apesar de serem maioria da população, elas representam apenas 43% da força de trabalho
Sábado, 11 Outubro de 2025 - 16:43 | Welyson Lucas
As mulheres brasileiras continuam enfrentando desigualdade no mercado de trabalho, mesmo com maior nível de escolaridade que os homens. É o que aponta o módulo Trabalho e Rendimento do Censo 2022, divulgado nesta quinta-feira (9) pelo IBGE.
Conforme o levantamento, 62,9% dos homens com mais de 14 anos estavam empregados, enquanto entre as mulheres a taxa era de 44,9%. Mesmo representando 52% da população total, elas correspondiam a 43,6% da força de trabalho no país em 2022.
Ocupações e presença feminina
A presença das mulheres é predominante apenas em três dos dez grandes grupos de ocupação: profissionais das ciências e intelectuais, trabalhadores de apoio administrativo e trabalhadores dos serviços, vendedores do comércio e mercados.
Elas também são maioria em serviços domésticos (93,1%), além de representarem mais de 70% dos trabalhadores das áreas de saúde humana, serviços sociais e educação. Por outro lado, seguem com menor participação entre operadores de máquinas, montadores e integrantes das forças armadas, policiais e bombeiros militares.
Diferença salarial
Os rendimentos médios evidenciam o desequilíbrio de gênero. Homens recebem, em média, R$ 3.115 por mês, enquanto as mulheres ganham R$ 2.506, uma diferença de R$ 609. A disparidade aumenta conforme o nível de instrução: entre quem possui ensino superior completo, os homens recebem R$ 7.347, contra R$ 4.591 das mulheres, o equivalente à cerca de 60% do rendimento masculino.
Mesmo assim, as mulheres têm mais formação acadêmica: 28,9% delas concluíram o ensino superior, contra 17,3% dos homens.
Desigualdade racial
O Censo também revelou grandes diferenças salariais entre grupos raciais. Os trabalhadores indígenas apresentaram o menor rendimento médio (R$ 1.653), seguidos por pessoas pretas (R$ 2.061). Na outra ponta, os trabalhadores amarelos registraram renda média de R$ 5.942, e os brancos, R$ 3.659.
A desigualdade se mantém mesmo entre pessoas com ensino superior completo: indígenas ganham menos da metade do que os trabalhadores de cor amarela (R$ 3.799 contra R$ 8.411), e pretos recebem R$ 4.175, ante R$ 6.547 dos brancos.
Escolaridade e disparidades
O grau de instrução também reflete as desigualdades estruturais. Entre brancos e amarelos, a proporção de pessoas com ensino superior é maior do que a de trabalhadores sem instrução ou com ensino fundamental incompleto. Já entre pretos, pardos e indígenas, ocorre o inverso, e no caso dos indígenas, 34,7% não completaram o ensino fundamental, enquanto apenas 12,4% concluíram o nível superior
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