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EDU REJALA

Professor, consultor e Chef Nikkei, especializado na fusão das cozinhas peruana e japonesa. Idealizador do projeto 'O Cromossomo do Amor' que ensina técnicas da cozinha para jovens com síndrome de down.

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O Beijo do Cerrado

Olá, seja bem-vindo ao meu diário de gastronomia. Uma plataforma regional pela TV MS RECORD, 100% digital.

É uma satisfação compartilhar artigos culinários, receitas, curiosidades gastronômicas, videoaulas, cobertura de festivais gastronômicos, dicas e muito mais desse universo tão repleto de cores e sabores

Criado em terras Bonitenses, “O BEIJO DO CERRADO” foi desenvolvido por mim e pela chef Chica, juntamente com a equipe de mulheres da PESTALOZZI DE BONITO, sob a coordenação da diretora Sueli Silveira, com a participação e mão na massa da presidente Marli monteiro e da supervisão do novo presidente Alyson Melo.

Você conhece a Bocaiúva, também conhecida por Macaúba?

Fruto Brasileiro encontrado em abundância em nosso Cerrado, seu aproveitamento vai desde o fruto (castanha e polpa), até a madeira.

Em meio a produção do COOKIE DO CERRADO, primeiro produto que criamos para o a FADA-IPÊ, que na sua composição também vai doce de Bocaiúva, nasceu O BEIJO DO CERRADO. Uma mistura das técnicas dos famosos e queridinhos docinhos de festas, brigadeiro e beijinho.

Antes de escrever o passo a passo dessa receitinha, irei compartilhar uma pesquisa, onde conta um pouco mais sobre essa fruto brasileiro, com cultura, culinária, sotaque e "língua” diferentes.

A macaúba (nome científico Acrocomia aculeata) é uma palmeira que alcança até 25 metros de altura e possui espinhos longos e pontiagudos. Ela pode ser encontrada em quase todo o Brasil e por isso é também conhecida por outros nomes, como bocaiúva, macaiba, coco-baboso e coco-de-espinho. Os frutos são importantes para a fauna nativa, pois alimentam araras, cotias, capivaras, antas e emas.

Com folhas de até 5 metros de comprimento, apresenta flores e frutos em cachos que podem chegar a 60 quilos. As flores atraem abelhas e os frutos, marron-amarelados, produzem óleo. A macaúba dá frutos quando alcança entre três e cinco anos de idade.

Seu aproveitamento vai do fruto até a madeira. A polpa e a farinha retirada de seus frutos são ricas em vitamina A e betacaroteno e podem ser usadas para fazer suco, sorvete, bolos, pães e doces. As folhas servem para a confecção de redes e linhas de pescaria. Já a madeira pode ser aproveitada para ser utilizada em casas e outras construções no campo.

O óleo da amêndoa é usado na produção de sabão, sabonete, margarina e cosméticos. O Brasil desenvolve pesquisas com a macaúba com foco na produção de biodiesel, combustível feito a partir de óleos vegetais. - Fonte: http://www.cerratinga.org.br

Receita - O Beijo do Cerrado.

Modo de preparo:

- Primeiro triture 20g de castanha de Bocaiúva no liquidificador e torre numa frigideira e reserve.

- Depois faça o doce de Bocaiúva.

Ingredientes:

400g de leite condensado

40g de farinha de Bocaiúva

Numa frigideira, misture os ingredientes e mexa em fogo médio, acrescente a castanha triturada e torrada e continue mexendo até que ele comece a soltar da panela (semelhante o preparo de brigadeiro). Passe para outro recipiente e refrigere por trinta minutos.

- Agora prepare o granulado (Castanha torrada e açúcar mascavo)

Ingredientes:

20g de açúcar mascavo

20g de castanha de Bocaiúva

Triture a castanha de Bocaiúva no liquidificador e torre numa frigideira, depois em outro recipiente misture bem com o açúcar e reserve para logo mais passar as bolinhas do doce nela.

O próximo passo é quebrar um pouco de castanha da Bocaiúva, torra-la (para que mantenha a combinação de sabores), enfeitar e finalizar o nosso beijo do Cerrado (como é utilizado o cravo nos beijinhos de coco).

 Vamos a montagem:

Retire do refrigerador o doce de Bocaiúva e faça bolinhas de 24g cada. Esta receita renderá 14 beijos. Passe no granulado (castanha torrada com açúcar), coloque naquelas embalagens para docinhos de festa (brigadeiro, beijinho.) como está na foto, e finalize com um pedacinho de castanha de Bocaiúva torrada.

“A gastronomia aproxima as pessoas. Onde tem comida, tem alegria e também relacionamento” – Chef Edu Rejala.

Fotografia: Pedro Silveira


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