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ELVERSON CARDOZO

Jornalista e mestre em Comunicação. Possui experiência com reportagem, produção de conteúdo jornalístico e publicitário, blogs, gerenciamento de mídias sociais. Atento às questões LGBTs, escreve sobre diversidade sexual e de gênero há 7 anos.

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Três histórias de amor que você precisa conhecer no Dia dos Namorados

Quando escolhi cursar jornalismo, há 12 anos, não tinha uma ideia clara da profissão, mas sabia bem o que buscava: contar histórias. Como profissional, enfrentando a rotina das redações, consegui escrever tantas… Das tristes, inacreditáveis e horrorosas — sim, porque a realidade bate forte — às mais felizes, reconfortantes e esperançosas.

Cada uma tem seu valor dentro de uma proposta puramente jornalística, mas foram as de amor, aquelas que dialogam com a diversidade e vem de gente como a gente, que me fizeram acreditar no poder das palavras para imaginar, talvez de maneira muito utópica, um mundo mais humano onde eu também pudesse habitar.

Neste caminho escarpado, os relatos chegam de forma espontânea, são feitos com o coração e, por isso, conseguem arrancar sorriso largo, brilho nos olhos e lágrimas de emoção, tanto de quem lê, como de quem almeja se fazer entender usando a escrita. Sim, do lado de cá existe um romântico e sonhador, que procura o ponto alto e único de cada história, o clímax de uma relação comum ou acontecimento, com o olhar de quem também se reconhece.

Felizmente ou infelizmente, só assim consigo transmitir com emoção o que vejo e sinto, caso contrário nem me dou ao trabalho de sentar para escrever. Imparcialidade não existe. Lidem com isso. É que por trás de cada caso, o acaso me encanta como se eu estivesse dentro de contos surrealistas, mas eles são reais, com personagens que passam longe da ficção. É neles que acredito e, hoje, é por eles que continuo a escrever, quase como se pudesse conversar comigo mesmo em uma projeção consciente, mas pouco calculada. Fazer o que?

Na “decodificação” de tantos depoimentos que chegam pelo direct do Dois Iguais, a autorreferência pode aparecer, sim, concordo, mas veja bem: se existe amor no falar e ouvir, de uma ponta a outra, qual o problema? No mundo encantado dos apaixonados, exagero, se existe, vira licença poética. No colorido dos amores quase proibidos, poesia é liberdade imaginada ou vivida em plenitude, aí vai de cada um.

Neste 12 de junho, Dia dos Namorados, quero te convidar a olhar o amor como amor, sem rótulos e preconceitos, por isso separei três histórias que tiveram alcance expressivo no feed do Dois Iguais neste último trimestre. Elas mexeram não apenas comigo, que escrevi, mas com quem também se reconheceu nos relatos.

A primeira é sobre a união de Cristiano e Gustavo. Eles disseram “sim” em uma fazenda no interior de Minas Gerais (MG) e tiveram o prazer de ver os pais entrando com as alianças. Seria algo simples, corriqueiro, não fosse um casamento gay. Para assistir o vídeo da cerimônia, clique aqui.

A segunda é do Lucas e Rafael, de Conceição do Araguaia (PA). Eles se conheceram há 2 anos, pela internet, quando um morava em Xinguara (PA) e o outro em Parintins (AM). Na prática, 1.820 quilômetros de distância os separavam ou, pelo menos, 3 dias de viagem de barco e ônibus.

Na terceira, apresento Benjamin e Louis, franceses radicados no Brasil há uma década. O casal, do Rio de Janeiro, adotou um bebê na Bahia (BA). Vinícius, hoje com 4 anos, nasceu prematuro, aos 5 meses, pesando apenas 900 gramas e foi abandonado no hospital, mas o destino foi generoso com o garoto.


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