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Notícia-crime

“Mentiras eu combato com provas”, afirma senadora após áudio falso

Soraya Thronicke apresentou notícia-crime de gravação manipulada atacando ministra Tereza Cristina

  • 26 jan 2022
  • Victória de Oliveira e Thays Schneider
  • 11:30
Senadora Soraya Thronicke (Foto Luciano Muta)

A senadora Soraya Thronicke (PSL) apresentou nesta quarta-feira (26) notícia-crime à Polícia Federal após suposto áudio de ataque à ministra da Agricultura, Pecuária e Abastecimento, Tereza Cristina. Soraya expôs, também, laudo comprovante de que o conteúdo é falso e revelou em primeira mão que teve escritório invadido em agosto de 2021.

Senadora durante coletiva na PF - (Foto: Luciano Muta)

Na gravação, que circula nas redes sociais com a imagem da senadora, uma voz feminina demanda que um homem planeje ataques contra a ministra e outros senadores apoiadores do presidente da República, Jair Bolsonaro. Durante coletiva de imprensa, Soraya afirmou não responder a ataques, porém a situação necessitou de averiguação.

"Dessa vez a gente percebeu que precisa tomar mais cuidado. Eu não consegui identificar quem era o interlocutor, nem qual conversa era e em qual dia - em alguns pedaços eu não identificava sequer que era a minha voz, e quem me conhece bem afirmava que não era eu. Eu falei, quer saber, eu sou advogada e mentiras a gente combate com provas", relatou.

A senadora, alvo dos ataques informou que contratou uma perícia na última sexta-feira (21) após a notícia falsa tomar proporção maior do que esperada. "Eu aguardei em silêncio, porque eu estava muito tranquila", afirmou. Ela explicou, ainda, que a perícia possui laudo preliminar e resolveu colocar o caso em notícia-crime diante pressa e identificação do caso.

Em defesa, Soraya disse que encontrou indícios de falsidade. "Eu dei início já com indícios muito graves de materialidades, indício irrefutáveis. Dentro de 1 minuto e 42 segundos de áudio, tem já de cara identificado 15 manipulações diferentes de áudios de alguma outra pessoa que ainda vai ser identificada, mas também de palavras minhas retiradas de vários contextos e ambientes diferentes", relatou. A senadora explicou que foram falas retiradas de entrevistas e vídeos disponíveis nas redes sociais unidas para parecer ataque à ministra.

Para a política, a manipulação pode ser fruto de adversário políticos, mas cabe à Polícia Federal apurar a natureza do áudio falso. "Tem peixe grande envolvido, mas quem vai pagar é peixe pequeno", declarou.

Invasão - A senadora contou durante coletiva que teve escritório na Via Park invadido em 15 de agosto de 2021 quando estava em viagem para Brasília. Durante o ato, o local que funciona como apoio ao Partido Social Liberal (PSL) teve portas de salas quebradas. Apesar da invasão, nenhum objeto foi levado.

"Este inquérito que está aqui agora pode ter uma possível ligação com uma possível gravação da minha voz de alguma reunião, ou alguma coisa interna. São muitos crimes, eu nunca noticiei isso, nunca fiz palco nem holofote disso, mas a partir de agora as pessoas, que eu não vou passar porque vai ficar em sigilo, [...] fazem parte de um inquérito que vai ser aberto", declara.

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