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Pedro Juan Caballero

Cinco brasileiros presos com ‘arsenal’ são expulsos do Paraguai

De acordo com o policial, os presos fazem parte de uma organização criminosa que atua nos dois países

Cinco brasileiros presos com ‘arsenal’ são expulsos do Paraguai (Foto: Divulgação/ Dourados News)

Cinco brasileiros que foram presos em Pedro Juan Caballero, cidade paraguaia que faz fronteira com Ponta Porã, em Mato Grosso do Sul, foram expulsos do país ao Brasil, neste domingo (24), pela Ponte Internacional da Amizade, que liga Cidade do Leste, no Paraguai, a Foz do Iguaçu, no oeste do Paraná.

Os suspeitos foram presos, no sábado (23), após serem encontrados com um "arsenal de guerra", de acordo com os oficiais paraguaios. A ação, de sábado, foi encomendada pela polícia paraguaia, em Assunção.

Eles foram levados de avião, de Pedro Juan Caballero a Cidade do Leste, pela Polícia Nacional do Paraguai.

Em seguida, foram entregues para as autoridades brasileiras diante de um grande esquema de segurança, em que a Ponte da Amizade foi bloqueada. Os suspeitos foram levados para a sede da Polícia Federal (PF), em Foz do Iguaçu.

Segundo a polícia paraguaia, os investigados foram flagrados com fuzis, cartuchos e dinheiro. Veja a lista abaixo do que foi confiscado: Dois fuzis, do tipo AK-47, com carregadores, seis carregadores para fuzil, do tipo AK-47, um fuzil, do tipo M4, com dois carregadores, inúmeras munições, uma pistola, da marca Glock, com dois carregadores, celulares, equipamentos de rádio comunicação e dinheiro.

A apreensão dos armamentos e outros objetos ocorreu em parceria entre as polícias do Paraguai e do Brasil, que atuam em conjunto na fronteira desde a série de execuções de várias pessoas na região.

Organização criminosa

De acordo com o policial do Paraguai Fernando Ruiz, os presos fazem parte de uma organização criminosa que atua nos dois países.

O arsenal de guerra encontrado com os criminosos era usado para dar suporte ao tráfico. As armas e drogas eram enviadas principalmente ao interior de Minas Gerais.

"Eles estavam de alguma forma garantindo a rota do tráfico de drogas e de armas para essa organização criminosa, nesse ponto do Paraguai com conexões com o Brasil.”
A polícia paraguaia também afirma que todas as armas foram periciadas e não encontraram indícios de que foram usadas em crimes investigados no Paraguai.

"As armas foram periciadas no Paraguai e não encontramos vínculo com algum homicídio, algum crime. Por isso, a Justiça paraguaia e a promotoria optou por entregá-los às autoridades brasileiras, porque eles têm contas pendentes no Brasil. Também para serem identificados de maneira mais clara, porque inicialmente apresentaram dados falsos."
As Polícia Nacional do Paraguai informou que todos devem responder por crime organizado.

Crimes na fronteira

No dia 8 de outubro, o vereador Farid Afif (DEM) foi executado a tiros, enquanto fazia um passeio de bicicleta por Ponta Porã.

Após o homicídio do vereador, outras 14 pessoas foram mortas e duas ficaram feridas em cinco dias.

Após série de execuções, Paraguai anuncia operação na fronteira com Brasil em parceria com a PF
Essa situação fez com que o governo paraguaio anunciasse um convênio entre Brasil e Paraguai para garantir segurança na região.

O anúncio foi feito pelo ministro do interior do Paraguai, Augusto Giuzzio, e confirmado pelo secretário de Segurança Pública de Mato Grosso do Sul (Sejusp), Antônio Carlos Videira.

(Com informações: Dourados News)