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STJ nega transferência de Jamil Name para presídio de Campo Grande
Quinta-feira, 19 Dezembro de 2019 - 16:25 | Redação
Depois de ter o pedido de prisão domiciliar negado pelo Superior Tribunal de Justiça (STJ), o ministro Rogério Schietti Cruz decidiu provisoriamente, nesta quinta-feira (19), que Jamil Name não será mais transferido para o Sistema Penitenciário Estadual de Campo Grande.
O empresário foi preso no dia 27 de setembro, na Operação Omertà, acusado de chefiar uma milícia armada e está no Presídio Federal de Mossoró (RN), desde outubro. No dia 6 de dezembro, ele havia conseguido transferência para retornar a Campo Grande depois que o juiz corregedor do presídio do Rio Grande do Norte, Walter Nunes da Silva Junior, acatou os argumentos da defesa de Name, alegando problemas de saúde e falta de estrutura na unidade para tratamento.
Porém, após juízes de Campo Grande recorrerem a decisão de transferência ao STJ , o pedido foi aceito e Jamil Name irá permanecer no Presídio Federal de Mossoró (RN)
Primeira acusação de homicídio – O juiz Aluizio Pereira dos Santos, da 2ª Vara do Tribunal do Juri de Campo Grande, aceitou na terça-feira (17), a denúncia contra Jamil Name, Jamil Name Filho e outros cinco integrantes da milícia acusados do homicídio de Matheus Coutinho Xavier, de 20 anos. O jovem teria sido morto por engano, no dia 9 de abril, no lugar do pai, o capitão Paulo Roberto Xavier.
“Durante as investigações, ficou demonstrado que todos os representados, em autêntica divisão de tarefas, meticulosamente planejaram a morte de Paulo Roberto Xavier, mas por erro na execução, ceifaram a vida de Matheus”. De acordo com as investigações, Paulo Xavier seria morto “por estar envolvido numa negociação de uma fazenda, tendo pego o dinheiro e sumido com ele", ou uma "possível mudança de lado de Paulo que passou a ajudar o advogado Antônio Augusto, distanciando-se dos NAMES”.
Nos autos, os delegados explicam que cada um dos acusados desempenhou um papel no assassinato do jovem Matheus Xavier. Jamil Name e Jamil Name Filho teriam sido os mandantes e determinaram que o guarda municipal Marcelo Rios contratasse os pistoleiros para execução de Paulo Xavier, fornecendo aos executores o veículo e armamento para o crime. José Freires e Juanil Miranda foram os responsáveis pela execução e Eurico colaborou para localização da vítima e contratou um hacker para obter a localização em tempo real de Paulo Xavier.
Milícia Armada - Denúncia do Ministério Público e da Polícia Civil aponta que a organização criminosa está envolvida na prática de crimes que vai desde a cooptação e corrupção de policiais e agentes de segurança até homicídios, tendo como um dos objetivos eliminar desafetos. Segundo a denúncia principal, o grupo iniciou suas atividades a partir de abril de 2018, com uma milícia armada organizada e estruturada com divisão de tarefas, sempre atuando com o mesmo padrão.
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