TV MS Record
Equipe festeja 15 anos do Diário Digital com doação de sangue coletiva
Processo de doação é simples, rápido e seguro; uma bolsa de sangue pode beneficiar até quatro pessoas
Quarta-feira, 01 Abril de 2026 - 07:30 | Issel Chaia

Uma década e meia de muitas histórias contadas todos os dias. Muitos cliques conquistados dentro e fora de Mato Grosso do Sul. E agora um ato de solidariedade nesta jornada. A equipe do Diário Digital decidiu comemorar o aniversário do veículo – que completa 15 anos nesta quarta-feira, 1º de abril de 2026 -- com uma doação coletiva de sangue.
Em ação conjunta, os profissionais e estagiários do site de notícias se organizaram para ajudar a abastecer o banco de sangue do Hemosul Coordenador em Campo Grande (MS). O gesto foi uma forma de agradecimento à sociedade que sempre acompanhou o veículo e também uma maneira de incentivar outras empresas a fazerem o mesmo.
Como se sabe, doar sangue pode salvar vidas. Mas, quantas vidas exatamente? Ao realizar uma doação de sangue convencional, que dura de cinco a dez minutos, até quatro pessoas podem ser beneficiadas, como aponta a Gerente de Relações Públicas da Rede Hemosul, Mayra Franceschi, durante a visita da equipe do Diário Digital.
“O doador quando chega, pra doar no método convencional, ele doa a bolsa total. E essa bolsa total, que a gente retira ali 450 ml em média, por que em média? Porque se a pessoa tiver menos de 55 quilos vai tirar um pouquinho menos, mas, 55 [anos] pra cima são 450 ml. Essa bolsa vai pra produção e o setor de produção vai fracionar, vai separar, os hemocomponentes - os componentes do sangue - então vai separar a bolsinha de hemácia, que é a parte vermelha do sangue, a bolsinha de plasma, parte amarela, e da plasma plaqueta, que também é uma parte amarela e o crioprecipitado, que é um 4º hemocomponente. Cada componente desse serve pra um tipo de patologia, um tipo de problema de saúde, então por isso que diz que uma bolsa pode ajudar até quatro pessoas”, afirmou Franceschi.

Pela primeira vez realizando uma doação de sangue, a Diretora-chefe do Diário Digital, Valdelice Bonifácio, muito tranquila em relação ao procedimento, relata que o desconhecimento e medo são fatores que espantam as pessoas de doar, porém, isso deve ser superado a partir do entendimento da necessidade universal de ajudar vidas. Também conta como surgiu a iniciativa da ação em comemoração aos 15 anos do portal de notícias.
“Por falta de conhecimento, tem muita gente que pensa que é mais burocrático que é, que demora mais do que demora, que não pode doar por razões desconhecidas… por isso, por falta desconhecimento, o medo do desconhecido. A gente resolveu se mobilizar, numa decisão coletiva, justamente para servir de exemplo para outras empresas que são maiores, tem mais funcionários e que podem também ajudar a abastecer o banco de sangue. Porque é muito necessário que a gente tenha estoque no banco de sangue, você nunca sabe se você é o próximo a precisar, então, cada um que pode doar sangue faz a sua parte. A gente quis fazer algo que ajudasse a sociedade", pontuou Bonifácio.

De acordo com a jornalista em formação que atua no Diário Digital, Sandra Salvatierre, mesmo já tendo doado em sua cidade natal, Porto Velho/RO, vê que a possibilidade de salvar vidas como um ato de amor ao próximo.
“Cheguei a doar uns quatro, cinco anos lá, e agora que eu tenho uns quatro anos aqui, é a primeira vez aqui no Hemosul. Eu gosto porque tem uma possibilidade de salvar vidas, de mudar história de alguém, eu acho interessante e eu gosto de poder ajudar de alguma maneira”, reforçou Salvatierre.

Sandra relata que o processo para o cadastro antes de doar é muito simples e que as funcionárias do Hemosul são muito pacientes.
“Passa pelo questionário, passa pela moça ali do cadastro, principalmente quando você nunca fez, ela vai pegar seu endereço, todos os seus dados, e dali você espera para passar pela triagem. Da triagem, você vai passar por um outro profissional, que vai aferir sua pressão, com aparelhos de oxímetro, que a gente usava muito no tempo da pandemia. Só para aferir sua pressão, pra ver seus batimentos e ver até se você tem anemia. Ela pergunta seu peso, sua altura, e um outro pra ver a sua temperatura, se está com febre, e aí você espera pra chamar pra ir à sala pra fazer a coleta mas é bem tranquilo” contou Salvatierre.

Para Mayra Franceschi, além de poder salvar a vida de ao menos quatro pessoas, é possível ajudar mais de quatro a partir do plasma excedente destinado ao Hemobrás - Empresa Brasileira de Hemoderivados e Biotecnologia - vinculada ao Ministério da Saúde.
“Lá são produzidos fatores de coagulação pra pessoas com hemofilia e outras coagulopatias, então também a gente utiliza pra produção industrializada de hemoderivados, então a hemocomponentes: os produtos do sangue e hemoderivados: os produtos feitos na indústria a partir do sangue. Esse é o método de doação convencional, o nome dele é Randômica” reforça Mayra.

A partir da coleta do sangue, a Gerente de Relações Públicas da Rede Hemosul lembra que existe outro método de doação, denominado Aférese, que utiliza uma máquina importada para retirar o sangue.
Para passar pela máquina de Aférese, é necessário ser doador de sangue e ter passado duas vezes pela doação, sem ter passado mal. Também é preciso passar por uma triagem para verificar se o doador tem calibre de veia, também ter o peso mínimo de 60 quilos para retirar plaqueta e ter o peso mínimo de 70 quilos para retira a hemácia. O tempo estimado para retirar o sangue por meio da Aférese é estimado de uma hora e meia à duas horas no máximo.
“A máquina passa o seu sangue por um kit totalmente estéril, que não tem contato com a parte externa, todo fechado, descartável e ele vai devolver pra você o sangue total e retirar só o hemocomponente que você quer. No caso das plaquetas você vai ver que já saem as bolsinhas amarelinhas lá, só sai a plaqueta. Que vantagem tem nesse método? Se é um paciente muito grave, paciente oncológico que, por exemplo, transfunde, que precisa de 20 unidades de plaquetas, então uma bolsinha da plaqueta por aférese equivale de seis a 10 bolsas da plaqueta normal, então eu preciso de seis a 10 unidades de plaqueta separada do sangue total pra dar uma bolsinha tirada no método da Aférese”, explica Mayra.

Franceschi ainda pontua que o método da Aférese é realizada, normalmente, para pacientes que necessitam transfundir muita quantidade de sangue e ocorre o pedido médico. A aférese utiliza um ou dois doadores, sendo que, pelo método normal seria necessário tomar o sangue de 20 doadores. Por isso, os pacientes graves que usam muito hemocomponentes passam pela Aférese ou quando é realizado um estoque para um pré-feriado ou algo do tipo.
No método normal, homem pode doar até quatro vezes ao ano e mulher até três vezes ao ano, com intervalos mínimos. Já no método da aférese é possível doar todo o mês.
“Como só tira o hemocomponente que vai precisar, não tem a perca total, na situação das plaqueta. São métodos diferentes para questões diferentes”, pontua Franceschi.

Para a doação de medula, há a coleta de uma amostra de sangue, que vai para um banco nacional do Instituto Nacional do Câncer (INCA), com sede no Rio de Janeiro/RJ, e é ligado ao Ministério da Saúde e Sistema Único de Saúde (SUS). Lá, é verificado se há alguém compatível com seu sangue e, se encontrado, o doador é procurado para realizar novos exames e viaja, com tudo pago, para locais no Brasil para realizar a doação o mais perto possível do paciente.
A quebra do sigilo de identificação do paciente e doador, em caso de liberação das partes, pode ser solicitada após um ano e oito meses. Em caso de doações para pacientes fora do país, o doador não viaja, retirando o material em algum centro transplantador, que não existe no Mato Grosso do Sul, e as células são encaminhadas para o exterior para transplante.
“A compatibilidade de medula é um a cada cem mil no Brasil, e em termos mundiais, quando os bancos conversam entre si, um a cada um milhão. É rara. Por isso, quanto mais pessoas estiverem cadastradas, melhor”, reforça Mayra.
Para a doação convencional, que dura em torno de 40 minutos, da recepção ao lanche, tem duração mínima de 5 minutos e máxima de 10 minutos, pois se ultrapassar esse tempo a bolsa de sangue pode ser perdida. Na área da produção, são separados os hemocomponentes e permanece em quarentena, sendo que amostras de sangue são destinadas aos laboratórios. São apontadas a tipagem sanguínea e a sorologia - indica doenças transmissíveis por sangue - e após liberação, o sistema faz a interface e libera o sangue na produção, sendo encaminhado para a distribuição, um outro local de armazenamento onde os hospitais buscam a doação.

A comemoração dos 15 anos do Diário Digital não para por ai, sendo previsto um sorteio de novas edições dos livros infantis do poeta Manoel de Barros da Editora Companhia das Letrinhas, doados pela Fundação Manoel de Barros.
“Todo o ano a gente sorteia coisa, ano passado realizamos o sorteio de uma sacola de livros de autores regionais, e esse ano também vai ter a doação de presentes”, comenta Bonifácio.
Doação de sangue
Está disponível no site do Hemosul, informações sobre os critérios de doação, como ser um doador de medula, e conferir o estoque de sangue do Hemosul em tempo real e saber para quais tipos sanguíneos você pode doar.

O Hemosul Coordenador fica localizado na Av. Fernando Corrêa da Costa, 1304 - Centro e fica aberto de segunda à sexta, das 7 horas até às 17 horas, aos sábados das 7 horas às 15 horas, e fecha aos domingos. Para maiores informações e agendamentos podem entrar em contato pelo telefone (67) 3312-1520 ou pelo WhatsApp (67) 98163-1561.
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