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1 de junho de 2020 • Ano 9
Diretor de RedaçãoUlysses Serra Netto
Pandemia

Covid-19 é oportunidade para debater questão tributária, diz Simone Tebet

Para senadora, existe a necessidade de aprovar uma Reforma Tributária que garanta mais justiça

17 Mai2020Da redação16h16

A presidente da Comissão de Constituição e Justiça do Senado, Simone Tebet (MDB-MS), participou na manhã desta sexta-feira da 4a edição do Webinar “10 Medidas Tributárias Emergenciais para o enfrentamento da crise provocada pelo covid-19”, promovida pelo Sindifisco Nacional.

Propostas em debate no Congresso para suprir as dificuldades deste momento, tributação sobre grandes fortunas, redistribuição da carga tributária e sonegação, foram alguns dos assuntos debatidos entre a senadora Simone, o presidente do Sindifisco Nacional, Kleber Cabral e o advogado tributarista, Roberto Quiroga.

A Senadora Simone Tebet elogiou a iniciativa e disse que boa parte das ideias apresentadas nas medidas emergenciais de desoneração tributária e de incentivo à economia pelo Sindifisco já tramitam no Congresso.

Ela ponderou que a crise provocada pelo coronavírus é uma boa oportunidade porque exige o debate sobre a questão tributária. “Os obstáculos são menores do que as oportunidades que a pandemia traz em relação às medidas tributárias emergenciais e à necessidade de aprovação imediata de uma Reforma Tributária que definitivamente garanta mais justiça social”, disse.

Mudanças - Em relação aos pontos positivos, a senadora Simone ressaltou que a pandemia do coronavírus reforça a urgência da necessidade de alterações no modelo tributário brasileiro injusto, burocrático, complexo, que “fecha os olhos para as frestas que permitem sonegação e a corrupção”, disse.

Ela lembrou que 80% dos serviços públicos são de atribuição de prefeitos e governadores, mas a maior parte do bolo tributário fica na mão da União. Para Simone, o modelo não serve para o País, “o brasileiro se questiona de ser o maior pagador de impostos do mundo e não ter a prestação de serviços públicos e ter a pior distribuição de renda. É um modelo falido. Se é que tem alguma coisa de boa dessa pandemia, é que ela coloca a Reforma Tributária no centro do debate brasileiro. Teremos de entender qual é o modelo de Estado que queremos e o novo paradigma em relação à Reforma”.

O advogado tributarista, Roberto  Quiroga, afirmou neste momento os Países estão aumentando o gasto público. Alertou para essas despesas não deixem de ser temporárias e se perpetuem dentro do orçamento.

O presidente do Sindifisco, Kleber Cabral, disse que o compromisso de apresentar as 10 medidas foi o de trazer a pauta emergencial com foco na necessidade de alterações perenes. “O sistema consegue ser complexo e injusto. Limita pela capacidade tributária às avessas, ou seja, quem pode mais paga menos”, disse ressaltando que um dos efeitos colaterais da crise sanitária é o acirramento da desigualdade social, o que tem provocado a retomada do debate sobre o imposto sobre grandes fortunas. Para ele, o País é uma fábrica de desigualdades.

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