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Polícia

Segunda fase da Operação Auditus é deflagrada em cinco cidades

Intuito é cumprir mandados de prisão e de busca e apreensão em cidades do Mato Grosso do Sul

Sexta-feira, 14 Agosto de 2026 - 17:21 | Redação


Segunda fase da Operação Auditus é deflagrada em cinco cidades
Foto: Decom

Um esquema de exames médicos foi alvo de segunda fase da Operação Auditus, deflagrada nesta quinta-feira (13), com o objetivo de cumprir cinco mandados de prisão preventiva e 12 mandados de busca e apreensão nas cidades de Nioaque, Bonito, Jardim, Bela Vista e Guia Lopes da Laguna.

A investigação do Grupo Especial de Combate à Corrupção (Gecoc), em apoio à 1ª Promotoria de Justiça da Comarca de Nioaque, apura inicialmente que a ocorrência de fraudes em licitações por parte da Prefeitura de Nioaque tinham como objeto a contratação de empresa para a prestação de serviços de especialidades médicas por meio de consultas, realização de exames e procedimentos médicos.

Com o material apreendido na primeira fase da operação, deflagrada em julho de 2025, e das investigações realizadas, foram reunidos elementos que comprovam a existência de um esquema criminoso estruturado, afim de direcionar contratações, pagamento por serviços médicos não realizados e ao desvio de recursos públicos, tudo por meio do agamento de vantagens indevidas a agentes públicos.

O gasto com os serviços médicos teve um aumento de 1.713% (mil setecentos e treze por cento) durante o período das contratações fraudulentas, de 2022 a 2025, sendo um total de 83% (oitenta e três porcento) dos exames e consultas pagos pelo município foram simulados pelo grupo criminoso, composto por agentes públicos e privados, mediante a falsificação de documentos.

A investigação indica que o prejuízo aos cofres públicos de Nioaque ultrapasse R$ 4 milhões. Ainda, com os elementos colhidos, foi possível apontar que o grupo criminoso vem atuado para expandir o esquema para demais municípios de Mato Grosso do Sul, continuando e agravando as atividades ilícitas.

O nome da operação, "Auditus", vem do latim e significa 'audição', em decorrência de que um dos meios utilizados para desviar dinheiro público era simular exames auditivos, que foi expandido para demais exames e serviços médicos fraudados, cujos valores eram sistematicamente desviados.

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