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Polícia

Polícia paraguaia apreende arsenal que abasteceria organizações criminosas

Armas e munições eram desviadas das forças policiais paraguaias e chegavam nos criminosos

Sábado, 04 Julho de 2020 - 08:54 | Paula Fernandes


Polícia paraguaia apreende arsenal que abasteceria organizações criminosas

Policiais paraguaios aprenderam na cidade de Luque, na região metropolitana de Assunção, um grande arsenal que seria comercializado com organizações criminosas que agem nas fronteiras com o Brasil e com a Argentina. O flagrante aconteceu na noite desta sexta-feira (03) e foram encontradas armas e munições.

Agentes do Departamento de Operações Urbanas da Secretaria Nacional Antidrogas (SENAD) e o promotor Marcelo Pecci, chegaram até uma residência que já estava sendo monitorada e encontram quatro pessoas que foram presas em flagrante. Entre elas dois soldados, um ex-agente da Polícia Nacional e um civil.

As autoridades mantinham uma investigação sobre a venda ilegal de armas e munições desviados do Exército e da Polícia paraguaia e que eram depositadas na cidade de Luque e depois chegavam até os criminosos na região de Cuidad Del Este e Pedro Juan Caballero. Os investigadores tentavam estabelecer o elo entre os grupos e organizações criminosas e possíveis integrantes das forças armadas e da polícia do Paraguai quando chegaram até os suspeitos.

Eles foram identificados como o ex-policial, especialista em armamento de guerra Cristhian Eduardo Soto Fox, 31 anos, sub oficial Victor Hugo Franco Chena, Fábio de Jesus Gimenez Gimenez de 31 anos,e o sargento Francisco Javier Sosa Noceda de 38 anos.

Foram apreendidos um fuzil automático leve (FAL) de propriedade do exército, um rifle M4, uma pistola Glock 9 milímetros, dourada (personalizada), uma pistola calibre 9 milímetros Cherekee, um rifle Ruger 5.56, dezenas de carregadores, 1000 projeteis 5.56 e 700 projeteis 762, 12 conjuntos para montagem de rifle M4, uma pistola 9 milímetros sem identificação de marca, um revolver calibre 22 e foram apreendidos também três veículos usados pela quadrilha.

Agora o trabalho é para tentar descobrir quais eram os compradores destas armas e munições e se há mais alguns membros das forças armadas e da Polícia Nacional envolvidos no desvio e comercialização deste armamento.

(Com informações Porã News)

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