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Feminicídio

Mulher foi morta por “ciúmes excessivos”

Durante interrogatório assassino permaneceu em silêncio

Machado usado no crime (Foto Polícia)

O assassino Jonas Ferreira Rocha, de 49 anos, que matou sua esposa, Mariana de Lima Costa, 29 anos, em Anastácio, foi interrogado pelo delegado municipal, Gabriel Salles, e permaneceu em silêncio, sem revelar a motivação do crime. Durante a investigação do caso, no entanto, foi descoberto que o feminicídio pode ter ocorrido por ciúmes excessivos por parte do autor.

De acordo com o delegado, eles haviam terminado o relacionamento e, recentemente, voltaram. A suspeita é que o crime teria acontecido no sábado, 15 de janeiro. Depois de matar a companheira, dentro da própria casa, Jonas deixou o corpo em cima da cama, trancou o local e fugiu com a filha, criança de 4 anos, para Campo Grande. 

O corpo de Mariana foi encontrado em avançado estado de decomposição e foi encaminhado ao IML (Instituto Médico Legal), em Anastácio. O Conselho Tutelar foi acionado. A vítima possuía, ainda, outras duas crianças, de 13 e 15 anos, que estão acolhidas em casa de abrigo e proteção de menores no município.

O próprio assassino procurou a polícia na noite de ontem (17) e foi preso preventivamente na DEAM (Delegacia Especializada de Atendimento à Mulher), na Capital.

Histórico violento

Em fevereiro de 2021, Jonas foi denunciado por maus-tratos feita pelo Conselho Tutelar, quando as crianças foram morar com a mãe, depois do falecimento do pai, no ano de 2020. As agressões se tornaram constantes desde então. Ele chegou a ser preso.

Na época da denúncia, Jonas tentou enforcar o enteado, que brincava na residência com um cachorro. Ele confessou que não aceitava os dois filhos da mulher e nem que eles se aproximassem da filha do casal, de 4 anos, mesmo morando na mesma casa. Jonas afirmou ainda que bateu na filha, pois não gostou quando ela teve contato com os irmãos.

No começo do ano passado, as crianças chegaram a fugir da casa e ficaram na rua, onde dormiram na praça da cidade de Anastácio. Após ser acionado, o Conselho Tutelar as encaminhou para serem cuidadas pela avó materna. Depois, elas voltaram ao convívio com a mãe.

(Com informações O Pantaneiro)

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