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Polícia

MPF tem nova denúncia contra um dos principais nomes do tráfico de drogas em Ponta Porã

O Galã está sendo investigado por participação em organização criminosa e lavagem de dinheiro

Quarta-feira, 15 Julho de 2020 - 17:36 | Marina Romualdo


MPF tem nova denúncia contra um dos principais nomes do tráfico de drogas em Ponta Porã
Elton Leonel Rumich da Silva, o Galã, foi preso em 2018 no Rio de Janeiro. (Foto: Divulgação/Arquivo)

O Ministério Público Federal (MPF) em Mato Grosso do Sul (MS) ofereceu uma nova denúncia contra Elton Leonel Rumich da Silva — o Galã — por participação em organização criminosa e lavagem de dinhiero. Outras cinco pessoas também foram denunciadas pelos mesmos crimes, sendo três mulheres com quem o mesmo se relacionou e teve filhos (Bruna Gomess, Tânia Montania e Vânia Montania); Jameson Gomes, o ex-cunhado; considerado seu braço direito nos atos de lavagem de capitais e o Victor Rubens, irmão do construtor de quem Galã costumava constratar serviços.

A denúncia trata-se especificamente da abertura de uma empresa de fachada com sede em Ponta Porã (MS), Construtora JB Progresso, por meio da qual os denunciados , sob o comando de Galã, adquiriram imóveis e veículos a fim de oculat e dissimular a procedência ilícita e a real propriedade dos bens.

Durante as investigações, foram comprovadas compras, vendas e simulações de transferências de imóveis localizados em Ponta Porã, Diadema (SP), Santos (SP) e Presidente Prudente (SP) em nome de laranjas ou da empresa de fachada. As transações totalizaram 43 atos de lavagem de dinheiro entre 2013 e 2019.

Atualmente, a JB ainda figura como proprietária formal de 36 imóveis localizados em Ponta Porã. Verificou-se ainda a prática de ao menos oito atos de lavagem de dinheiro envolvendo veículos no referido período.

A organização criminosa mantinha planilhas de controle das despesas referentes à empresa e, muitas vezes, a contabilidade se confundia com registros financeiros do tráfico de drogas e de armas, comprovando que a pessoa jurídica foi constituída unicamente com o objetivo de lavar o dinheiro do grupo criminoso.

Galã se dedica a ações criminosas organizadas pelo menos desde 2005 e já foi condenado por chefiar organização criminosa dedicada ao tráfico internacional de drogas e armas. É considerado um dos principais nomes do Primeiro Comando da Capital (PCC) na fronteira do MS com o Paraguai e principal suspeito de ser o mandante do assassinato do traficante Jorge Toumani Rafaat, ocorrido em julho de 2016.

Elton Leonel foi preso em 29 de fevereiro de 2018, no Rio de Janeiro. Na casa dele foram apreendidos aparelhos telefônicos e documentos relacionados a diversas ações criminosas, ensejando uma série de investigações e de denúncias por crimes de lavagem de dinheiro e de organização criminosa.

Por este último já foi condenado pela Justiça Federal de Ponta Porã em agosto de 2019. Galã foi transferido do sistema penitenciário estadual do RJ para o sistema federal no RN após a identificação de plano de fuga orçado em R$ 2 milhões.

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