Polícia
Gaeco procura investigados da Operação Gutenberg que mira corrupção em MS
Valores recebidos dos cofres públicos pela organização criminosa ultrapassam a quantia de R$ 27 milhões
Quinta-feira, 09 Julho de 2026 - 16:32 | Redação

O Grupo de Atuação Especial de Repressão ao Crime Organizado (Gaeco) segue a procura de nomes investigados na Operação Gutenberg. Quatorze pessoas estão presas, mas duas seguem foragidas e estão sendo procuradas, são elas Giovanni Paroschi Jafar e Heyder Bartz.
A operação foi deflagrada na terça-feira, 7, para cumprir 16 mandados de prisão preventiva e 43 mandados de busca e apreensão em Campo Grande, Dourados, São Gabriel do Oeste, Caarapó, Corguinho, Porto Murtinho, São Paulo/SP e Abadiânia/GO. Durante as diligências, foram apreendidos mais de R$ 200 mil em espécie e mais de R$ 3 milhões em cheques.
Nesta quinta-feira, dia 9, duas investigadas Rossana Jafar e Jessyca Burgatt passaram por audiência de custódia e permaneceram presas. Outros investigados também já passaram por audiência, Olívia Jafar deu entrada no estabelecimento penal feminino Irmã Irma Zorzi, na Capital. Felipe Jafar, Paulo Rogério e o filho Douglas Henrique de Melo foram levados para o Centro de Traiagem Anísio Lima, também na Capital.

Organização criminosa - A investigação constatou a existência de organização criminosa voltada à prática de crimes contra a Administração Pública, notadamente crimes em licitação, corrupção ativa, corrupção passiva, além de lavagem de capitais e outros delitos correlatos, instalada em Campo Grande/MS e com atuação espraiada em diversos municípios do Estado do Mato Grosso do Sul, com núcleos bem definidos, liderada por empresários que atuavam como principais articuladores do esquema criminoso.
Verificou-se que os valores recebidos dos cofres públicos pela organização criminosa ultrapassam a quantia de R$ 27 milhões, a qual era pulverizada entre seus integrantes, servidores corrompidos e diversas pessoas físicas e jurídicas com o fim de ocultar e dissimular a sua origem ilícita.
Ademais, constatou-se, dentre as várias frentes de atuação, que o esquema criminoso se valia da influência de servidores cooptados na área da saúde pública para condicionar a autorização de exames, cirurgias e até vagas de leitos em hospitais pela rede estadual à aquisição de livros vendidos pelo grupo.

Importante destacar que a organização criminosa seguia operando até os dias atuais com contratos ativos em vários municípios, segundo o Gaeco. A operação contou com o apoio operacional do Batalhão de Choque e do Batalhão de Operações Especiais (Bope).
O nome da operação, "Gutenberg", faz referência a Johannes Gutenberg, responsável pela popularização da impressão de livros, cuja nobre missão contribuiu para a ampliação do conhecimento. No caso investigado, ao contrário, os livros constituem justamente o instrumento utilizado para dar aparência de legalidade ao esquema criminoso.
Últimas Notícias
- Apreensão - 18:40 PRF apreende 3,4 toneladas de maconha em carreta em Sidrolândia
- Urbano - 18:12 Corumbá será financiada pelo Pró-Cidades em R$ 62,5 milhões
- Trânsito - 17:50 Suspeito de embriaguez, motorista tomba carreta em trevo da BR-163
- Esporte - 17:35 Maratona Internacional de CG 2027 já está com inscrições abertas
- Povos Tradicionais - 17:17 Indígenas celebram Ponto de Inclusão Digital da Justiça em aldeia de Dourados
- Saúde - 16:50 Anvisa aprova nova caneta emagrecedora à base de semaglutida
- Fronteira - 16:10 Homem de 61 anos sofre tentativa de homicídio em Pedro Juan Caballero
- Polícia - 15:50 Ação policial prende homem acusado de integrar facção e matar em MS
- Clima - 15:20 Ruas viram rios durante chuvas
- Clima - 15:00 Defesa Civil e equipes da Prefeitura atuam após temporal em Três Lagoas

