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Polícia

Condenado, comparsa de sequestro de bebê utilizava identidade falsa

Adolescente teria sido vítima de um atropelamento em Apuí, no Amazonas

Segunda-feira, 10 Agosto de 2026 - 15:00 | Issel Chaia


Condenado, comparsa de sequestro de bebê utilizava identidade falsa
Alex se identificava com documentos em nome de "Weliton Aparecido Lopes dos Santos" e possui condenação por atropelar e matar uma adolescente em Amazonas. (Foto: Divulgação)

Detido pelo sequestro da bebê Ayla Emanuelly, Alex Melo de Abreu, de 30 anos, utilizava uma identidade falsa, em nome de "Weliton Aparecido Lopes dos Santos", afim de esconder que possuía um mandado de prisão em aberto expedido pela Vara da Comarca de Apuí, no Amazonas.

Alex foi condenado definitivamente a 11 anos e 6 meses em regime fechado pelo crime de homicídio, cometido contra uma adolescente de 16 anos, identificada como Mikaelly Vitória Silveira Ramos, que morreu há quatro anos, atropelada por ele.

No dia 25 de fevereiro de 2022, Mikaelly foi arremessada com o impacto do veículo Gol/G5 dirigido por Alex que fugiu sem prestar socorro, abandonando o carro que tinha engradados de cerveja dentro.

Durante a tentativa de fugir de carona, Alex foi abordado por policiais, sendo que se identificou como um policial militar aposentado, informação que foi desmentida durante interrogatório na delegacia, confessando que nunca foi parte da corporação e que dizia isso "para atrair mulheres".

Em sua ficha criminal, além do homicídio por atropelamento, tem passagens por lesão corporal, ameaça e violência doméstica, estelionato, furto e embriaguez ao volante. Agora, cumprirá a pena pela morte de Mikaelly e responderá pelo sequestro de Ayla e por falsificação de documentos.

Operação Ayla - Afim de localizar e recuperar uma criança com menos de 1 mês de vida, sequestrada na última sexta-feira (7), em Campo Grande/MS, a DEPCA (Delegacia Especializada de Proteção à Criança e ao Adolescente) da Polícia Civil de Mato Grosso do Sul coordenou a Operação Ayla.

Informações levantadas apontam que uma mulher atraiu a mãe da criança para sua casa, em Campo Grande. Em seguida, a mãe e sua irmã adolescente foram deixadas pelos envolvidos no bairro Jardim Colibri.

Com o registro do ocorrido, a polícia passou a realizar uma força-tarefa afim de reunir informações, sendo que, identificaram a possibilidade dos envolvidos terem levado a criança para o território paraguaio.

As autoridades paraguaias, como o Comando Bipartito de Pedro Juan Caballero, o Grupo Antissequestro do Paraguai - DAS, e especializadas da Polícia Nacional do Paraguai, receberam informações e houve uma ação conjunta com as forças de segurança brasileiras.

A investigação brasileira teve o apoio operacional da GARRAS (Delegacia Especializada de Repressão a Roubos a Banco, Assaltos e Sequestros), DEFURV (Delegacia Especializada de Repressão aos Furtos e Roubos de Veículos) e da Delegacia Regional de Ponta Porã, que também participaram das mobilizações e deflagração da operação. Ainda, a operação teve o apoio de agentes do Consulado Americano, em São Paulo.

Condenado, comparsa de sequestro de bebê utilizava identidade falsa
Alex e Suzilaine foram presos na cidade paraguaia que faz fronteira com o Brasil. (Foto: Divulgação)

A dupla, identificada como Alex Melo de Abreu comparsa da sequestradora Suzilaine da Graça Costa, foi presa em flagrante, na madrugada deste domingo (9), em Pedro Juan Caballero no Paraguai. No cumprimento do mandado judicial de busca ao imóvel, a recém-nascida foi localizada

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Momento que a bebê sequestrada é resgatada em Pedro Juan Caballero/PY. (Foto: Divulgação)

Foram apreendidos aparelhos celulares, documentos e um veículo, materiais que podem ser utilizados para esclarecimento da dinâmica do sequestro e na identificação de demais envolvidos no crime.

A criança foi encaminhada para o Hospital Regional de Pedro Juan Caballero, onde recebeu os primeiros cuidados. Na tarde de domingo, Ayla foi repatriada, segue no acolhimento institucional em Ponta Porã e deverá ser entregue a família em segurança pelo Conselho Tutelar.

Condenado, comparsa de sequestro de bebê utilizava identidade falsa
Criança sendo entregue aos cuidados do Conselho Tutelar. (Foto: Divulgação)

Esta foi a primeira vez que Amber Alert, ferramenta do Ministério da Justiça utilizada para divulgar casos de crianças desaparecidas em redes sociais, foi ativado em Mato Grosso do Sul. As investigações segue em andamento afim de esclarecer o sequestro e identificar a eventual participação de outras pessoas na organização e execução do crime.

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