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Polícia

Coleta de DNA de detentos amplia banco de investigações criminais

Ação realizada na Gameleira II, na capital, pelas polícias Científica e Penal foi coordenada pela Sejusp

Terça-feira, 05 Maio de 2026 - 17:17 | Issel Chaia


Coleta de DNA de detentos amplia banco de investigações criminais
(Foto: Divulgação/Governo de Mato Grosso do Sul)

Uma operação realizou cerca de 300 coletas de material biológico, na quinta-feira (30), pela Polícia Científica e Polícia Penal, na Penitenciária Estadual Masculina de Regime Fechado da Gameleira II, em Campo Grande.

Coordenada pela Secretaria de Estado de Justiça e Segurança Púbblica (Sejusp), a ação integra a Operação Codesul Perfil Genético, desenvolvida entre os estados de Mato Grosso do Sul, Paraná, Santa Catarina e Rio Grande do Sul.

Os custodiados que realizaram as coletas foram previamente selecionados de acordo com hipóteses previstas em lei. O procedimento não invasivo tem como objetivo obter perfis genéticos para inserção no Banco Nacional de Perfis Genéticos (BNPG), após processo no laboratório, validação técnica e cumprimento dos critérios da Rede Integrada de Bancos de Perfis Genéticos (RIBPG).

Coleta de DNA de detentos amplia banco de investigações criminais
(Foto: Divulgação/Governo de Mato Grosso do Sul)

O Banco possibilita comparar perfis genéticos de pessoas legalmente cadastradas com vestígios biológicos localizados em locais de crime ou em vítimas. O cruzamento pode indicar vínculo entre crimes diferentes, apontar possível autoria e acrescentar prova técnico-científica a investigações criminais.

A triagem, seleção e organização dos detentos foi realizada pela Polícia Penal dentro da unidade prisional. Já a Polícia Científica teve responsabilidade na coleta, análise laboratorial, validação e gestão técnica dos perfis genéticos por meio do Instituto de Análises Laboratoriais Forenses (IALF).

São 5.034 perfis genéticos registrados na RIBPG, na área criminal, no estado de Mato Grosso do Sul. Dentre eles, a maioria são condenados: sendo 4.081 perfis, o equivalente a cerca de 40% das 10.178 pessoas condenadas no sistema prisional estadual, de acordo com o Mapa Prisional da Agepen de dezembro de 2025.

Coleta de DNA de detentos amplia banco de investigações criminais
(Foto: Divulgação/Governo de Mato Grosso do Sul)

A operação tem o intuito de ampliar os perfis com a aquisição dos materiais na Gameleira II. A base estadual tem ainda 910 perfis advindos de vestígios, 39 identificados criminalmente, três coletas por decisão judicial e um de resto mortal identificado.

O confronto dos perfis com vestígios biológicos coletados em locais de crime ou em vítimas tem impacto significativo. O MS registrava, até novembro de 2025, 88 investigações com auxílio da rede, 46 coincidências entre vestígios e 13 coincidências entre vestígio e indivíduo cadastrado criminalmente.

No Brasil, de acordo com o XXIII Relatório da Rede Integrada de Bancos de Perfis Genéticos, com dados consolidados até 28 de novembro de 2025, indica 272.275 perfis genéticos no Banco Nacional. O documento registra 11.251 coincidências confirmadas e 8.132 investigações ajudadas.

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