Polícia
Bebê resgatada no Paraguai é repatriada e levada para abrigo em Ponta Porã
Antes da repatriação, Ayla Emanuelly foi levada ao Hospital Regional de Pedro Juan Caballero, onde passou por exames médicos
Domingo, 09 Agosto de 2026 - 18:18 | Redação

Ayla Emanuelly Pereira de Souza, a bebê recém-nascida, que foi resgatada na madrugada deste domingo (9) em Pedro Juan Caballero, no Paraguai, já está de volta ao Brasil. Ela foi repatriada e encaminhada para uma instituição de acolhimento em Ponta Porã (MS).
Ayla tinha apenas 28 dias quando desapareceu em Campo Grande. Antes da repatriação, ela foi levada ao Hospital Regional de Pedro Juan Caballero, onde passou por exames e avaliação médica.
Os resultados indicaram que a recém-nascida está saudável. Depois dos procedimentos, a repatriação foi realizada com participação do consulado brasileiro no Paraguai e a criança atravessou a fronteira.
Em Ponta Porã, Ayla ficará provisoriamente em uma instituição de acolhimento. A definição sobre quem ficará responsável pela guarda deverá ocorrer após avaliações do Conselho Tutelar e da Polícia Civil.
O rastreamento de sinais telefônicos foi fundamental para que as autoridades chegassem ao endereço onde Ayla estava em Pedro Juan Caballero.
No imóvel foram encontrados os brasileiros Weliton Aparecido e Suzilaine Costa. Os dois foram presos em flagrante pelas autoridades paraguaias.
A operação foi conduzida pela procuradora Sandra Díaz, com participação do Comando Bipartite e de agentes do Ministério Público, em cumprimento a uma ordem expedida pelo juiz criminal Álvaro Justo Rojas Almirón.

Além das prisões, foram apreendidos telefones celulares, documentos e um veículo Lifan azul. O material deverá contribuir para o avanço das investigações sobre o desaparecimento da criança e a participação de outras pessoas no caso.
A localização da recém-nascida foi resultado do intercâmbio de informações entre a Polícia Civil de Mato Grosso do Sul e as autoridades paraguaias, dentro dos mecanismos de cooperação existentes na região de fronteira.
A jovem contou à polícia que foi rendida e que sua irmã, de 13 anos, também foi mantida presa. Horas depois, as duas adolescentes teriam sido libertadas e abandonadas em uma avenida. A recém-nascida, no entanto, não estava mais com elas. Segundo uma tia da bebê, a criança não teria sido registrada e não possuiria CPF.
O caso segue sob investigação das polícias.
(Com informações do Ponta Porã News e Dourados Agora)
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