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Polícia

Após protesto, moradores continuam em área da prefeitura

Pela terceira vez, famílias refazem barracos próximo ao aterro sanitário e querem ficar no local

Terça-feira, 28 Julho de 2020 - 18:02 | Redação


Após protesto, moradores continuam em área da prefeitura

O dilema das famílias desabrigadas que invadiram uma área da Prefeitura de Campo Grande, às margens da BR-262, próximo ao aterro sanitário do Bairro Antônio Barbosa II, continua. Fotos enviadas ao Diário Digital mostram que pela 3ª vez, em menos de 24h, moradores estão reconstruindo os barracos e não aceitam sair da área.

Uma das moradoras que está refazendo o barraco, terá o nome preservado pela reportagem, mas alega que as famílias estão sendo ameaçadas por agentes da Guarda Civil Metropolitana. "Eles falaram que temos que sair e não tem conversa que se vierem aqui pela 3ª vez vão mandar bala", contou à mulher.

Na manhã de hoje, moradores fizeram um protesto contra a ação da Prefeitura Municipal realizada na tarde desta segunda-feira (27) para a retiradas das família da área pública. Foram montadas barricada com pedaços de paus, sofás velhos e galhos de árvores para fechar parte da Avenida Evelina Figueiredo Selingardi, principal via que dá acesso ao aterro. Guardas Municipais estiveram no local e a rua já foi liberada.

Representantes das 150 famílias que ocupam a área fizeram um acordo com a Semadur (Secretaria Municipal do Meio Ambiente e Gestão Urbana) e EMHA (Agência Municipal de Habitação de Campo Grande). Foi formada uma comissão composta por cinco moradores para fazer uma relação com o nome e repassar a EMHA. A lista será analisada e os nomes incluídos em cadastro.

Apesar do acordo, as famílias continuam no local. "Ninguém tem para onde ir, não temos onde ficar. Ainda mais agora com essa pandemia, está muito difícil", contou a moradora.

Após protesto, moradores continuam em área da prefeitura
Famílias voltaram a refazer barracos na tarde desta terça-feira (28) (Divulgação)

Em nota a Semadur (Secretaria Municipal de Meio Ambiente e Desenvolvimento Urbano) informou ontem que anteriormente a fiscalização já havia retirado os ocupantes da área pública e a administração municipal teria realocado essas famílias em novas áreas devidamente regularizadas.

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