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Polícia

Morte de Carla é cercada de mistério

Jovem era tranquila e família não consegue entender o que aconteceu

Sexta-feira, 03 Julho de 2020 - 10:02 | Thays Schneider


Morte de Carla é cercada de mistério

Abalada família de Carla Santana Magalhães, de 25 anos, não consegue entender o que teria motivado a morte da jovem. Segundo familiares ela era uma jovem tranquila, a família apenas não aceitava os relacionamentos com homens  mais velhos.

A jovem estava desaparecida desde terça-feira (30) e seu corpo foi localizado na manhã de hoje em frente a uma conveniência na rua João Cassimiro, no bairro Tiradentes, perto de onde morava.

O pai de Carla, Carlos Araújo Magalhães, de 56 anos, mora em Porto Murtinho e conta que no dia em que ela desapareceu, falou três vezes com ela. “Minha filha era gente boa, tranquila, não tinha inimizada, não fumava e nem bebia. Estou sem entender o que aconteceu”, lamenta.

No corpo foi encontrado envolto em um cobertor e embaixo da marquise da conveniência. Não havia sinais de sangue no local, o que leva a crer que a jovem foi morta em outro local. O corpo estava completamente nu e tinha sinais de violência. O laudo do Instituto de Medicina e Odontologia Legal vai aponta a causa da morte.

De acordo com a amiga de Carla Yasmin Paula Ferraz de 20 anos, que foi a última pessoa ter contato com a vítima afirma que a jovem era tranquila. Havia algumas semanas que um ex-namorado de 56 anos, estava procurando Carla novamente após ele descobrir que a jovem estava se relacionando com um fotógrafo de 50 anos.

Segundo a amiga Carla gostava de se relacionar com homens mais velhos, com idade de 60 anos em média. “A família dela sabia que ela gostava de namorar homens mais velhos, mas não aprovava, não gostava”, afirma.

 Os policiais chegaram até o corpo depois de uma denúncia anônima. A jovem foi reconhecida por um familiar. Agora os policiais estão investigando quem teria deixado o corpo da jovem naquele local.

Desaparecimento - Carla desapareceu quando tinha saído para ir a um mercado na companhia de uma amiga. No dia do sequestro ela teria gritado por socorro na volta do mercado, já em frente à sua casa. A mãe da jovem escutou o grito da filha.

Mas no local a mãe encontrou apenas a máscara que Carla usava, o celular e os chinelos da jovem. Ela teria gritado que estava sendo sequestrada antes de ser levada. A mãe da jovem estava assistindo televisão quando ouviu os gritos.

O caso estava sendo investigado pela DEH (Delegacia Especializada de Repressão aos Crimes de Homicídios), para onde vão os casos de pessoas desaparecidas e também de homicídios.

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