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Pandemia

Não há motivo para lockdown, reitera prefeito

'Judiciário não tem muito o que fazer porque a decisão cabe ao Poder Executivo', diz prefeito sobre ação

Prefeito Marquinhos Trad durante entrevista ao apresentador Rodrigão (Foto: Valdelice Bonifácio)

O prefeito Marquinhos Trad (PSD) reiterou durante entrevista ao programa Cidade Alerta MS na noite desta sexta-feira, 7 de Agosto, que não existe motivo para a decretação do lockdown (fechamento total) em Campo Grande como forma de combate ao novo coronavírus.

 “Não há motivo para lockdown em Campo Grande. Só quando o número de doentes seja acima da capacidade do número de leitos é que seria preciso. Isso não ocorreu e não vai acontecer. Não há necessidade de fecharmos toda a cidade”, defendeu.

A possibilidade de lockdown é alvo de uma ação civil movida pela Defensoria Pública de Mato Grosso do Sul. Na tarde desta sexta-feira, o prefeito participou de uma audiência de conciliação convocada pelo juiz José Henrique Neiva. Não houve acordo. Agora, o magistrado vai decidir se acata ou não o pedido da Defensoria para o fechamento da cidade.

Todavia, o prefeito insiste que tal medida não é necessária e exemplificou usando dados sobre a ocupação de leitos de UTI em Campo Grande. “Há 15 dias, tínhamos 86% leitos ocupados, há 10 dias, 88% leitos ocupados e hoje temos 82%”, citou.

Para prefeito, número de pacientes não será superior ao de leitos (Foto: Valdelice Bonifácio)

De acordo com Marquinhos, a prefeitura acertou mais do que errou com as medidas que tem adotado, já que não houve mortes nas portas de hospitais ou falecimentos por falta de leitos de UTI. O prefeito aguarda a decisão judicial, mas ponderou que a decisão sobre as ações restritivas contra o coronavírus cabem ao Poder Executivo. “(...) O Judiciário não tem muito o que fazer porque a decisão cabe ao Poder Executivo”, avalia.

Para ele, faltou “sabedoria e comunicação” à Defensoria que poderia ter buscado diálogo com a prefeitura, em vez de judicializar a questão. Marquinhos mencionou o constante diálogo com o Ministério Público Estadual que tem ajudado a decidir as restrições adotadas na Capital.

Ele voltou a dizer que os defensores do lockdown deveriam exigir fechamento também dos 34 municípios localizados no entorno de Campo Grande que estariam, segundo ele, enviando pacientes para os hospitais da Capital.

Lei Seca – Marquinhos também discordou da possibilidade de Lei Seca em Campo Grande, medida defendida pelo Ministério Público Estadual, como forma de diminuir acidentes de trânsito e ocupação de leitos hospitalares. Para ele, a blitz de trânsito é a melhor modalidade de Lei Seca que se possa implementar.

“É mais eficiente. Se a gente proibir a venda nas conveniências, as pessoas vão encher a geladeira, e depois encher a cara e sair dirigindo”, disse, acrescentando que as blitz estão sendo realizadas em todas as regiões de Campo Grande.

“Blitz se beber não saia as ruas. Estamos com blitz em todas as regiões da cidade. Não é para verificar IPVA ou licenciamento. Queremos duas coisas, fazer o teste de alcoolemia e verificar se o condutor tem CNH. Quem estiver certinho ainda ganha uma máscara para proteção individual”, informou.

Blitz é mais eficiente do que Lei Seca, acredita prefeito (Foto: Valdelice Bonifácio)