• Diretor de Redação Ulysses Serra Netto

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Um importante alerta pela vida

Terça-feira, 04 Fevereiro de 2020 - 09:35 | Redação


O Dia 4 de Fevereiro é marcado pela Organização Mundial da Saúde (OMS) como Dia Mundial do Câncer. A iniciativa global, organizada pela União Internacional para o Controle do Câncer (UICC), consta no Calendário da Saúde do Ministério da Saúde e tem como objetivo aumentar a conscientização e a educação mundial sobre a doença.

Estimativa da Organização Mundial da Saúde (OMS) aponta que atualmente, 7,6 milhões de pessoas no planeta morrem em decorrência do câncer a cada ano. Dessas, 4 milhões têm entre 30 e 69 anos. A previsão do órgão para 2025 é de 6 milhões de óbitos por ano em decorrência da doença, dos quais pelo menos 1,5 milhão desses poderiam ser evitados com medidas preventivas e tratamentos precoces adequados. A meta da Organização Mundial da Saúde é reduzir em 25% os óbitos por doenças não transmissíveis até 2025.

No Brasil, a Estimativa 2020 do Instituto Nacional do Câncer (INCA) calculados a partir das informações coletadas pelos 27 Registros de Base Populacional existentes no País, que, por sua, vez, integram os dados dos 321 Registros Hospitalares de Câncer, indica que os cânceres mais incidentes no País no período serão os de: Pele não melanoma, mama, próstata, cólon e reto, pulmão e estômago. Os números e índices de 2020 serão divulgados nesta terça-feira (4/02/2020) pelo Instituto.

Em Mato Grosso do Sul o Hospital de Câncer de Campo Grande-MS Alfredo Abrão (HCAA) realiza em média 18 mil procedimentos/mês voltados ao diagnóstico (consultas e exames), tratamento (cirurgias, quimioterapias, radioterapias, braquiterapias, hormonioterapias) e reabilitação (psicologia, fonoaudiologia, fisioterapia, nutrição e serviço social) relacionados à doença.

 As estatísticas de avanço da doença têm se refletido a cada ano com o registro do aumento progressivo do número de procedimentos realizados no HCAA, que saltou de 109 mil no ano de 2013, para mais de 216 mil em 2018, um crescimento superior a 100% nos atendimentos. Os tratamentos mais realizados no HCAA são voltados aos de cânceres de mama (mulheres), com mais de 60% das quimioterapias realizadas no hospital são voltadas ao segmento e nos homens os de próstata.

Saiba mais sobre o câncer

O que é câncer?

Câncer é o nome dado a um conjunto de mais de 100 doenças que têm em comum o crescimento desordenado de células, que invadem tecidos e órgãos.

Dividindo-se rapidamente, estas células tendem a ser muito agressivas e incontroláveis, determinando a formação de tumores, que podem espalhar-se para outras regiões do corpo.

Os diferentes tipos de câncer correspondem aos vários tipos de células do corpo. Quando começam em tecidos epiteliais, como pele ou mucosas, são denominados carcinomas. Se o ponto de partida são os tecidos conjuntivos, como osso, músculo ou cartilagem, são chamados sarcomas.

Como surge o câncer?

O câncer surge a partir de uma mutação genética, ou seja, de uma alteração no DNA da célula, que passa a receber instruções erradas para as suas atividades. As alterações podem ocorrer em genes especiais, denominados proto-oncogenes, que a princípio são inativos em células normais. Quando ativados, os proto-oncogenes tornam-se oncogenes, responsáveis por transformar as células normais em células cancerosas.

O que causa o câncer?

O câncer não tem uma causa única. Há diversas causas externas (presentes no meio ambiente) e internas (como hormônios, condições imunológicas e mutações genéticas). Os fatores podem interagir de diversas formas, dando início ao surgimento do câncer.

Entre 80% e 90% dos casos de câncer estão associados a causas externas. As mudanças provocadas no meio ambiente pelo próprio homem, os hábitos e o estilo de vida podem aumentar o risco de diferentes tipos de câncer. 

Entende-se por ambiente o meio em geral (água, terra e ar), o ambiente de trabalho (indústrias químicas e afins), o ambiente de consumo (alimentos, medicamentos) e o ambiente social e cultural (estilo e hábitos de vida). Os fatores de risco ambientais de câncer são denominados cancerígenos ou carcinógenos. Esses fatores alteram a estrutura genética (DNA) das células.

As causas internas estão ligadas à capacidade do organismo de se defender das agressões externas. Apesar de o fator genético exercer um importante papel na formação dos tumores (oncogênese), são raros os casos de câncer que se devem exclusivamente a fatores hereditários, familiares e étnicos. 

Existem ainda alguns fatores genéticos que tornam determinadas pessoas mais suscetíveis à ação dos agentes cancerígenos ambientais. Isso parece explicar porque algumas delas desenvolvem câncer e outras não, quando expostas a um mesmo carcinógeno. 

O envelhecimento natural do ser humano traz mudanças nas células, que as tornam mais vulneráveis ao processo cancerígeno. Isso, somado ao fato de as células das pessoas idosas terem sido expostas por mais tempo aos diferentes fatores de risco para câncer, explica, em parte, o porquê de o câncer ser mais frequente nessa fase da vida.

Como é feita a prevenção?

A prevenção do câncer engloba ações realizadas para reduzir os riscos de ter a doença.

O objetivo da prevenção primária é impedir que o câncer se desenvolva. Isso inclui a adoção de um modo de vida saudável e evitar a exposição a substâncias causadoras de câncer.
O objetivo da prevenção secundária do câncer é detectar e tratar doenças pré-malignas (por exemplo, lesão causada pelo vírus HPV ou pólipos nas paredes do intestino) ou cânceres assintomáticos iniciais.

Quais os fatores de risco?

O termo "risco" é usado para definir a chance de uma pessoa sadia, exposta a determinados fatores, ambientais ou hereditários, desenvolver uma doença. Os fatores associados ao aumento do risco de se desenvolver uma doença são chamados fatores de risco.

O mesmo fator pode ser de risco para várias doenças – o tabagismo e a obesidade, por exemplo, são fatores de risco para diversos cânceres, além de doenças cardiovasculares e respiratórias.

Vários fatores de risco podem estar envolvidos na origem de uma mesma doença. Estudos mostram, por exemplo, a associação entre álcool, tabaco, e o câncer da cavidade oral.

Nas doenças crônicas, como o câncer, as primeiras manifestações podem surgir após muitos anos de uma exposição única (radiações ionizantes, por exemplo) ou contínua (no caso da radiação solar ou tabagismo) aos fatores de risco. A exposição solar prolongada sem proteção adequada durante a infância pode ser uma das causas do câncer de pele no adulto.

Os fatores de risco podem ser encontrados no ambiente físico, herdados ou resultado de hábitos ou costumes próprios de um determinado ambiente social e cultural.


Quais os tratamentos?

O tratamento do câncer pode ser feito através de cirurgia, quimioterapia, radioterapia, braquiterapia, hormonioterapia ou transplante de medula óssea. Em muitos casos, é necessário combinar mais de uma modalidade.


 

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