Geral
UFGD fabrica e doa protetores faciais contra o novo coronavírus
Segunda-feira, 06 Abril de 2020 - 16:17 | Redação
Para o cidadão comum que está praticando o isolamento social, mas precisa ir ao mercado, à farmácia ou a outro lugar de suma importância, o protocolo básico de segurança contra a covid-19 é o uso de máscaras que protejam boca e nariz e a higiene das mãos com água e sabão ou álcool em gel.
Já para quem atua em profissões da área da saúde, o cuidado deve ser ainda maior. Um dos equipamentos de proteção individual que está sendo usado em clínicas, hospitais e em outros locais de atendimento é o protetor facial – frequentemente empregado nas áreas da construção civil e da agricultura.
Em vista disso, a UFGD, o Instituto Federal de Mato Grosso do Sul (IFMS) campus Dourados e a empresa 3D Kreart estão usando impressoras 3D para fabricar protetores faciais, que são fornecidos gratuitamente a instituições públicas que não dispõem deste equipamento em estoque.
O projeto de confecção desses protetores faciais foi iniciado por professores do IFMS, e, posteriormente, o docente Natanael Takeo Yamamoto, da UFGD, se uniu à iniciativa.
O item é feito com uma lâmina de acetato e uma peça de plástico que segura a lâmina e se encaixa na cabeça da pessoa que está usando, com a ajuda de elásticos. Uma máquina de corte a laser, do IFMS, é usada para moldar as peças de acetato e as impressoras 3D fabricam a peça de plástico.
“A impressora 3D derrete um filamento de plástico e vai depositando camada por camada, de modo a construir a peça. Para fazer duas peças, minha máquina demora 1h47. Então, trabalhando bem, sem nenhum problema no equipamento, consigo produzir até dez peças por dia. A equipe toda produz uma média de 30 a 40 peças por dia”, explica Natanael.
O grupo, inclusive, está precisando de doação de acetato para dar sequência ao ritmo de produção. “Esse material está difícil de conseguir no estado. Em Campo Grande, adquiri um rolo de 50 metros, mas já está acabando”, relata o docente.
De acordo com o professor, além de contribuir de forma emergencial com a área da saúde, já que o material está em falta nas lojas, a ação pode abrir portas a projetos futuros. “Na UFGD, podemos começar a pesquisar a produção de equipamentos de proteção individual e produtos na área de saúde que se mostraram escassos no momento em que mais precisamos”, avalia.
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